No fim-de-semana em que começa mais um capítulo da novela "Panis et Circensis" (em que o pão escasseia em proporção diametralmente oposta ao espectáculo circense dos nossos futebóis), talvez valha a pena relembrar este tema de Gabriel, o Pensador, com vídeo feito à medida.
E, talvez, mudar os nomes dos personagens, segundo a errata abaixo:
Onde se ouve Brazuca, deve ouvir-se Portuga (please fill in the gaps with the appropriate "cromo do futebol" + flag + merchandising + bandeiras e cachecóis "à la Scolari")
E onde se ouve Zé Trabalha, deve ouvir-se Zé Trabuca (mas não Manduca - Nota do Tradutor). Mas também podia ser Zé Ninguém.
Sunday, August 15, 2010
Friday, July 23, 2010
Dá que pensar
Um alemão, procurando orientação sobre o caminho, pára o seu carro ao lado de outro com dois alentejanos dentro.
O alemão pergunta:
- 'Entschuldigung, können sie Deutsch sprechen?'
Os dois alentejanos ficaram mudos.
Tentou de novo:
- 'Please, do you speak English?'
Os dois continuaram a olhar para ele impávidos e serenos.
- 'Hablan ustedes español?'
Nada por parte dos alentejanos.
- 'Prego signori, parlate italiano?'
Nenhuma resposta.
- 'Excusez-moi, parlez vous français?'
Nada.
Angustiado, o alemão desiste e vai-se embora.
Um dos alentejanos vira-se para o outro e diz:
- Talvez devêssemos aprender uma língua estrangeira...
- Mas para quê, compadre? Aquele gajo sabia cinco... E adiantou-lhe alguma coisa?
O alemão pergunta:
- 'Entschuldigung, können sie Deutsch sprechen?'
Os dois alentejanos ficaram mudos.
Tentou de novo:
- 'Please, do you speak English?'
Os dois continuaram a olhar para ele impávidos e serenos.
- 'Hablan ustedes español?'
Nada por parte dos alentejanos.
- 'Prego signori, parlate italiano?'
Nenhuma resposta.
- 'Excusez-moi, parlez vous français?'
Nada.
Angustiado, o alemão desiste e vai-se embora.
Um dos alentejanos vira-se para o outro e diz:
- Talvez devêssemos aprender uma língua estrangeira...
- Mas para quê, compadre? Aquele gajo sabia cinco... E adiantou-lhe alguma coisa?
Thursday, July 22, 2010
Saturday, July 17, 2010
Friday, May 28, 2010
Friday, May 21, 2010
A Tradução ficou mais pobre
O Paulo era uma das pessoas mais fascinantes que conheci.
Amável, generoso, vivo e intectualmente brilhante, era um académico ímpar, um tradutor exemplar e um colega cúmplice e sempre presente, que nos saudava com aquele seu pestanejar tão característico...
Com ele, aprendi a ver teatro através dos olhos e das palavras do Tradutor, deixando-me guiar pela sua mão serena, pelo seu verbo fluente e pelo seu léxico perfeito.
Uma sublime e forte diccção.
E foi também, graças a ele, que o posicionamento e o estatuto social do Tradutor cresceu no meio das artes e letras nacionais e internacionais, consolidando a sua reputação no espaço público.
Era reconhecido e respeitado no meio e, portanto, uma referência cultural incontornável.
De tal forma, que, ultimamente, eu próprio já não ia ao teatro para ver uma peça de Friel, Pinter ou Murphy, mas antes para assistir à Tradução (ou, melhor dizendo, à Celebração) do Paulo.
Conheci-o quando Seamus Heaney esteve na FLUP pela primeira vez e com ele estabeleci uma afinidade que ultrapassava o mero espaço/imaginário irlandês, e que se prolongava, obviamente, nessa cumplicidade e sensibilidade atentas que a tradução tantas vezes convoca.
E, de repente, esta manhã, isto.
Dele recordo vários momentos, com saudade.
Sobretudo a última entrevista que me concedeu, para o meu doutoramento, na qual, ao longo de uma hora e meia, falou de si, da sua obra e da forma como encarava esse acto solitário, voluntário e generoso que é a tradução. Um génio absoluto.
E, em especial, quando, no final, ao despedir-se, me entregou o seu livro (que teria honras de apresentação pública dali a dias), autografado, dizendo-me baixinho "Toma, ofereço-te este livro, mas tem cuidado, e vê se o escondes na mala, porque tenho poucos, e ainda não ofereci um exemplar ao A e B".
A vida não será a mesma sem ele.
Fica a obra, a memória e a palavra.
Adeus, Amigo, até sempre.
Amável, generoso, vivo e intectualmente brilhante, era um académico ímpar, um tradutor exemplar e um colega cúmplice e sempre presente, que nos saudava com aquele seu pestanejar tão característico...
Com ele, aprendi a ver teatro através dos olhos e das palavras do Tradutor, deixando-me guiar pela sua mão serena, pelo seu verbo fluente e pelo seu léxico perfeito.
Uma sublime e forte diccção.
E foi também, graças a ele, que o posicionamento e o estatuto social do Tradutor cresceu no meio das artes e letras nacionais e internacionais, consolidando a sua reputação no espaço público.
Era reconhecido e respeitado no meio e, portanto, uma referência cultural incontornável.
De tal forma, que, ultimamente, eu próprio já não ia ao teatro para ver uma peça de Friel, Pinter ou Murphy, mas antes para assistir à Tradução (ou, melhor dizendo, à Celebração) do Paulo.
Conheci-o quando Seamus Heaney esteve na FLUP pela primeira vez e com ele estabeleci uma afinidade que ultrapassava o mero espaço/imaginário irlandês, e que se prolongava, obviamente, nessa cumplicidade e sensibilidade atentas que a tradução tantas vezes convoca.
E, de repente, esta manhã, isto.
Dele recordo vários momentos, com saudade.
Sobretudo a última entrevista que me concedeu, para o meu doutoramento, na qual, ao longo de uma hora e meia, falou de si, da sua obra e da forma como encarava esse acto solitário, voluntário e generoso que é a tradução. Um génio absoluto.
E, em especial, quando, no final, ao despedir-se, me entregou o seu livro (que teria honras de apresentação pública dali a dias), autografado, dizendo-me baixinho "Toma, ofereço-te este livro, mas tem cuidado, e vê se o escondes na mala, porque tenho poucos, e ainda não ofereci um exemplar ao A e B".
A vida não será a mesma sem ele.
Fica a obra, a memória e a palavra.
Adeus, Amigo, até sempre.
Thursday, May 06, 2010
Tuesday, April 27, 2010
Sunday, April 25, 2010
Why translators deserve some credit
Why translators deserve some credit
It's time to acknowledge translators – the underpaid and unsung heroesbehind the global success of many writers
Artigo aqui
It's time to acknowledge translators – the underpaid and unsung heroesbehind the global success of many writers
Artigo aqui
Ecos da conferência de António Câmara na Universidade do Minho
Sessão solene comemorativa dos 36 anos do 25 de Abril
Cavaco Silva: mar e indústrias criativas são novas oportunidades do país
25.04.2010 - 12:05 Por Lusa, PÚBLICO
"(...) Reconhecendo que “Portugal vive uma grave crise, que é de todos conhecida”, Cavaco Silva lançou o repto de conseguirmos aproveitar as oportunidades oferecidas pelo mar e pelas indústrias criativas.
“Os portugueses perguntam-se todos os dias para onde é que estão a conduzir o país”, notou o Presidente da República. A fim de não “perder tempo” e para enfrentar uma “concorrência que será implacável”, o país precisa de “repensar a sua relação com o mar e as formas como explora as oportunidades que este dá”. Cavaco Silva considera que “importa afirmar a ideia de que o mar é um activo económico maior do nosso futuro” e que “o mar se deve tornar na verdadeira prioridade da política nacional”.
Mas as indústrias criativas também são muito necessárias, com a criação de centros de excelência e pólos de conhecimento em várias cidades, como Lisboa e Porto. (...)"
Cavaco Silva: mar e indústrias criativas são novas oportunidades do país
25.04.2010 - 12:05 Por Lusa, PÚBLICO
"(...) Reconhecendo que “Portugal vive uma grave crise, que é de todos conhecida”, Cavaco Silva lançou o repto de conseguirmos aproveitar as oportunidades oferecidas pelo mar e pelas indústrias criativas.
“Os portugueses perguntam-se todos os dias para onde é que estão a conduzir o país”, notou o Presidente da República. A fim de não “perder tempo” e para enfrentar uma “concorrência que será implacável”, o país precisa de “repensar a sua relação com o mar e as formas como explora as oportunidades que este dá”. Cavaco Silva considera que “importa afirmar a ideia de que o mar é um activo económico maior do nosso futuro” e que “o mar se deve tornar na verdadeira prioridade da política nacional”.
Mas as indústrias criativas também são muito necessárias, com a criação de centros de excelência e pólos de conhecimento em várias cidades, como Lisboa e Porto. (...)"
Friday, April 16, 2010
Wednesday, April 14, 2010
Monday, April 12, 2010
Sunday, April 11, 2010
Thursday, April 08, 2010
Monday, April 05, 2010
Monday, March 29, 2010
Friday, March 19, 2010
Palavras para quê?
Quase tudo o que eu quis saber sobre Technical English (ou Inglês Técnico, para os mais distraídos...)
Wednesday, March 17, 2010
Para além dos montes
Gente boa, gente da terra. Despojamento e vitalidade.
Sem peneiras, com sinceridade, alma pujante, altiva, um som genuíno.
Que mais podemos querer.
Dançar e bailar, saltar e brincar por el aire
Rodopiando até cair...
Sem peneiras, com sinceridade, alma pujante, altiva, um som genuíno.
Que mais podemos querer.
Dançar e bailar, saltar e brincar por el aire
Rodopiando até cair...
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