Anda tudo à procura do mesmo.
A Google não paga as suas traduções, o ProZ também não.
Agora foi a vez do LinkedIn.
A Common Sense Advisory defende a iniciativa.
"The take-away for freelancers is clear: CT3 is not a threat to the profession. It is simply another method of working in the digital age. Just like computer-assisted translation (CAT) tools were once seen as a threat by freelancers who had no familiarity with them, CT3 looks and sounds menacing at first to those who have not engaged it in before. In reality, the practice generates more work for freelancers -- not just for translation of traditional projects, but post-editing and proofreading of CT3 content -- because it opens up new multilingual markets that companies might not otherwise enter." (artigo aqui)
É claro que a polémica estalou, com esta resposta de Matthew Bennett, aqui
Mas do que eu gosto mesmo, mesmo, mesmo mais, é destas siglazinhas, tão lindas e maneirinhas, que não dizem nada, tão ocas, adocicadas e fúteis como "pastéis de ar-e-vento", como dizia a minha mãe.
Ora vejam só: CT3 — community, crowdsourced, and collaborative translation" Lindo, não é? Mas vende, é o que interessa. Areia para os olhos dos incautos. E lá vamos andando todos embrulhados nessa imensa nebulosa do "crowdsourcing".
"Life imitates art", ou será o contrário.
Bem prega Frei Tomás! Faz o que ele diz, não faças o que ele faz.
Mas onde será que eu já ouvi isto?
Saturday, October 24, 2009
O Concerto de Gigli (de Tom Murphy)

Há muito que queria falar disto aqui.
Tratou-se de um dos espectáculos mais intensos que vi recentemente, numa tradução soberba e irrepreensível do Paulo Eduardo Carvalho (esse mago da palavra, alquimista trabalhando no limiar da metamorfose, que parece captar como ninguém a riqueza da dramaturgia irlandesa).
E, no entanto, modesto e humilde como sempre, quando, no final, lhe deram os parabéns pela fantástica tradução, respondendo apenas com um sincero, e nada afectado, "quando o texto é bom, quando o que está por detrás do nosso trabalho tem uma dimensão assim tão grande, o nosso trabalho fica facilitado e saímos de cena". [minha tradução]
Como se nem se notasse, portanto.
Pois é, Paulo, o problema é que se nota, e muito. E é por isso que se nota o teu dedo na construção do texto, suportando a força e a intensidade dramáticas dos actores. E é isso que dá força e magia ao teu trabalho. E é isso que te torna ainda mais visível, nesta obscuridade com que, às vezes, nos olham.
Você sabia que...
... no Brasil, há um Projecto deLei n.º 1676/99, da autoria do deputado federal Aldo Rebelo, que proíbe liminarmente o uso de estrangeirismos, mesmo em vocabulário técnico.
O texto completo da proposta encontra-se aqui.
A referida polémica em torno daquilo que se designou " A Guerra do Estrangeirismo" originou uma contra-resposta, aqui.
O texto completo da proposta encontra-se aqui.
A referida polémica em torno daquilo que se designou " A Guerra do Estrangeirismo" originou uma contra-resposta, aqui.
Os estrangerismos e a defesa da língua portuguesa
Artigo publicado no jornal "O Globo", do dia 16 de Outubro de 2009 (versão online, disponível aqui)
'Os estrangerismos e a defesa da língua portuguesa'
Publicada em 16/10/2009 às 12h44m
Artigo do leitor Diego Barbosa da Silva
Desde maio deste ano, a lei 5033 está em vigor no município do Rio de Janeiro. De autoria do vereador Roberto Monteiro, ela dispõe sobre a exposição de propagandas em outros idiomas no Rio, tornando obrigatória a tradução em palavras cujas letras sejam do mesmo formato das originais. Caso contrário, em descumprimento, o artigo 3º da lei prevê multa de R$ 5 mil na primeira ocorrência, o dobro em caso de reincidência e até suspensão do alvará.
Não é de hoje que os brasileiros presenciam lei como esta. Desde 1999 tramita no Congresso Nacional um projeto de lei do deputado Aldo Rebelo, do mesmo partido do vereador carioca, que dispõe sobre a promoção, proteção, a defesa e o uso da língua portuguesa e a torna obrigatória no ensino, trabalho, relações jurídicas, meios de comunicação de massa, produção e consumo de produtos e na publicidade por brasileiros natos e estrangeiros residentes há mais de um ano no país. Ele ainda afirma que "qualquer uso da palavra ou expressão em língua estrangeira", sobretudo se tiver correspondente em português, seria "considerado lesivo ao patrimônio cultural brasileiro e punível com multa na forma da lei".
O deputado justifica a lei afirmando que os estrangeirismos descaracterizam a língua portuguesa e esse fato corresponde à "falta de senso crítico, estético e autoestima" do brasileiro. De certo, o projeto de lei causou forte reação de linguistas em todo o país e por isso recebeu várias emendas.
Para o vereador carioca, autor da referida lei, os cidadãos não compreendem o que as propagandas querem dizer, o que criaria para eles um desconforto. Ele invoca a Constituição para afirmar que todos são iguais e as propagandas limitam o entendimento de apenas um grupo, o que causaria uma desigualdade.
A conclusão a que chegamos é que ele enxerga os cidadãos como se fossem incapazes de compreender os anúncios. Mas pelo contrário, se eles não entendem tais anúncios, é porque não tiveram acesso a meios que lhes permitissem, como por exemplo, uma boa escola pública. Assim, por que não elaborar uma lei para aumentar o orçamento da educação no município do Rio de Janeiro?
A lei 5033 baseia-se num pensamento equivocado, que já deveria estar superado, de que há uma língua nacional pura, mais correta, que representa nossa cultura e por isso precisa ser defendida dos ataques estrangeiros, principalmente do inglês. A lei endossa o preconceito e a crença de que não somos um país multilingue. E não me refiro às línguas indígenas ou dos imigrantes, mas às várias línguas portuguesas que estão aí e são quase sempre esquecidas.
A língua é viva, transforma-se. E o que está fora hoje da norma culta amanhã pode não estar mais, porque a língua justamente pertence a quem a fala. Não precisamos ter medo dos estrangeirismos, pois o contato entre línguas sempre foi enriquecedor e a diversidade, fruto desse contato, nos torna mais preparados às transformações do ambiente. O inglês mesmo, essa língua "tão ameaçadora", tem palavras de origens de mais de 350 línguas, sendo que metade do seu vocabulário é de origem latina.
Não nos resta nenhuma dúvida da necessidade de uma política linguística para a elaboração de novos métodos de ensino de línguas e para a melhoria da educação do nosso Brasil, sobretudo para que todos tenhamos consciência das variedades de nossa língua e dos seus diferentes ambientes de uso. Mas não podemos perder o foco, pois o falante-cidadão é livre para se expressar como queira, afinal, língua também é identidade, intimidade e direito.
Comentário:
Lei n.º 5033 proíbe, no município do Riode Janeiro, a utilização de estrangeirismos em cartazes publicitários.
Os prevaricadores sujeitam-se a uma multa pesada e, em caso de reincidência, àsuspensão do alvará.
Este tipo de documento legal tem antecedentes no Brasil. O mais célebre é o Projecto deLei n.º 1676/99, do deputado federal Aldo Rebelo, que proíbe liminarmente o uso de estrangeirismos, mesmo em vocabulário técnico.
'Os estrangerismos e a defesa da língua portuguesa'
Publicada em 16/10/2009 às 12h44m
Artigo do leitor Diego Barbosa da Silva
Desde maio deste ano, a lei 5033 está em vigor no município do Rio de Janeiro. De autoria do vereador Roberto Monteiro, ela dispõe sobre a exposição de propagandas em outros idiomas no Rio, tornando obrigatória a tradução em palavras cujas letras sejam do mesmo formato das originais. Caso contrário, em descumprimento, o artigo 3º da lei prevê multa de R$ 5 mil na primeira ocorrência, o dobro em caso de reincidência e até suspensão do alvará.
Não é de hoje que os brasileiros presenciam lei como esta. Desde 1999 tramita no Congresso Nacional um projeto de lei do deputado Aldo Rebelo, do mesmo partido do vereador carioca, que dispõe sobre a promoção, proteção, a defesa e o uso da língua portuguesa e a torna obrigatória no ensino, trabalho, relações jurídicas, meios de comunicação de massa, produção e consumo de produtos e na publicidade por brasileiros natos e estrangeiros residentes há mais de um ano no país. Ele ainda afirma que "qualquer uso da palavra ou expressão em língua estrangeira", sobretudo se tiver correspondente em português, seria "considerado lesivo ao patrimônio cultural brasileiro e punível com multa na forma da lei".
O deputado justifica a lei afirmando que os estrangeirismos descaracterizam a língua portuguesa e esse fato corresponde à "falta de senso crítico, estético e autoestima" do brasileiro. De certo, o projeto de lei causou forte reação de linguistas em todo o país e por isso recebeu várias emendas.
Para o vereador carioca, autor da referida lei, os cidadãos não compreendem o que as propagandas querem dizer, o que criaria para eles um desconforto. Ele invoca a Constituição para afirmar que todos são iguais e as propagandas limitam o entendimento de apenas um grupo, o que causaria uma desigualdade.
A conclusão a que chegamos é que ele enxerga os cidadãos como se fossem incapazes de compreender os anúncios. Mas pelo contrário, se eles não entendem tais anúncios, é porque não tiveram acesso a meios que lhes permitissem, como por exemplo, uma boa escola pública. Assim, por que não elaborar uma lei para aumentar o orçamento da educação no município do Rio de Janeiro?
A lei 5033 baseia-se num pensamento equivocado, que já deveria estar superado, de que há uma língua nacional pura, mais correta, que representa nossa cultura e por isso precisa ser defendida dos ataques estrangeiros, principalmente do inglês. A lei endossa o preconceito e a crença de que não somos um país multilingue. E não me refiro às línguas indígenas ou dos imigrantes, mas às várias línguas portuguesas que estão aí e são quase sempre esquecidas.
A língua é viva, transforma-se. E o que está fora hoje da norma culta amanhã pode não estar mais, porque a língua justamente pertence a quem a fala. Não precisamos ter medo dos estrangeirismos, pois o contato entre línguas sempre foi enriquecedor e a diversidade, fruto desse contato, nos torna mais preparados às transformações do ambiente. O inglês mesmo, essa língua "tão ameaçadora", tem palavras de origens de mais de 350 línguas, sendo que metade do seu vocabulário é de origem latina.
Não nos resta nenhuma dúvida da necessidade de uma política linguística para a elaboração de novos métodos de ensino de línguas e para a melhoria da educação do nosso Brasil, sobretudo para que todos tenhamos consciência das variedades de nossa língua e dos seus diferentes ambientes de uso. Mas não podemos perder o foco, pois o falante-cidadão é livre para se expressar como queira, afinal, língua também é identidade, intimidade e direito.
Comentário:
Lei n.º 5033 proíbe, no município do Riode Janeiro, a utilização de estrangeirismos em cartazes publicitários.
Os prevaricadores sujeitam-se a uma multa pesada e, em caso de reincidência, àsuspensão do alvará.
Este tipo de documento legal tem antecedentes no Brasil. O mais célebre é o Projecto deLei n.º 1676/99, do deputado federal Aldo Rebelo, que proíbe liminarmente o uso de estrangeirismos, mesmo em vocabulário técnico.
Friday, October 23, 2009
Good ole 80s
Como eu gosto desta revisitação do som dos anos 80 por estas novas bandas. Estes lembram Joy Division, The Sound, The Chameleons e afins...
Editors - Papillon
EDITORS | MySpace Video
Editors - Papillon
EDITORS | MySpace Video
Monday, October 19, 2009
Saturday, October 17, 2009
I am back
Ando um pouco arredado destas lides, eu sei, mas não é por mal, nem por desrespeito aos distinto(a)s leitore(a)s.
Apenas trabalho e os inadiáveis compromissos.
Entretanto, deixo-vos com este artigo, que vem corroborar aquilo por que tantas vezes luto.
As línguas (e os alunos de línguas) são estratégicos e um valor económico para as empresas.
Só os chico-espertos, empresários ardilosos e empregadores com visão limitada é que não partilham destes anseios. Porque é, muitas vezes, de mão-de-obra barata e de "carne para canhão", explorada até ao limite, sem qualquer escrúpulo, que estamos a falar.
A ler, aqui.
Apenas trabalho e os inadiáveis compromissos.
Entretanto, deixo-vos com este artigo, que vem corroborar aquilo por que tantas vezes luto.
As línguas (e os alunos de línguas) são estratégicos e um valor económico para as empresas.
Só os chico-espertos, empresários ardilosos e empregadores com visão limitada é que não partilham destes anseios. Porque é, muitas vezes, de mão-de-obra barata e de "carne para canhão", explorada até ao limite, sem qualquer escrúpulo, que estamos a falar.
A ler, aqui.
Saturday, August 01, 2009
Avaliação do Ensino Artístico em Portugal

Há muito que ando a bater nesta tecla. E a minha prática pedagógica/profissional tende a ser norteada por estes valores (entre outros).
Arte e cultura não são "coisas" menores, num mundo massificado, tecnicizado e cada vez mais nivelado por rankings, métricas e estratégias de normalização. Por isso, o ensino artístico (onde incluo, como é óbvio, as artes, a cultura, a literatura, mas também a língua nas suas mais diferentes manifestações) pode e deve ser considerado como um serviço de utilidade pública, um valor adicional e um vector estratégico de desenvolvimento e afirmação nacionais, pela forma como conjuga o humano e o técnico, o económico e o cultural, o social e o empresarial. E daí a necessidade de reenquadrar condignamente o ensino artístico em Portugal, devolvendo-lhe o seu verdadeiro lugar na sociedade, conforme o demonstra o relatório recentemente publicado, aqui.
Wednesday, July 29, 2009
Localizar, por aí...

Nos anos 80, os Ban, do então Loureiro júnior, cantarolavam "Surrealizar, por aí..."
E era a loucura total.
Hoje, o tio Bill Gates disfarça-se de Pai Natal e oferece-nos estas prendinhas singelas.
E a malta canta, embevecida e obediente, perante os novos desígnios do "choque tecnológico".
"Localizar, por aí..." (ou melhor, aqui)
(este link vem directo do Eric, com os devidos agradecimentos)
E era a loucura total.
Hoje, o tio Bill Gates disfarça-se de Pai Natal e oferece-nos estas prendinhas singelas.
E a malta canta, embevecida e obediente, perante os novos desígnios do "choque tecnológico".
"Localizar, por aí..." (ou melhor, aqui)
(este link vem directo do Eric, com os devidos agradecimentos)
Monday, July 27, 2009
O Admirável Mundo Novo (ou talvez não)
Aldous Huxley passou por aqui.
(com os meus agradecimentos ao Cristóvão)
(com os meus agradecimentos ao Cristóvão)
Wednesday, July 08, 2009
Quebra-cabeças
A Maria do Carmo Figueira é uma excelente tradutora e, para além disso, uma das pessoas que melhor pensa a tradução.
Este pequeno e sugestivo exercício, chamado "Quebra-cabeças", desmonta o processo cognitivo e emocional que existe no acto de traduzir.
Este pequeno e sugestivo exercício, chamado "Quebra-cabeças", desmonta o processo cognitivo e emocional que existe no acto de traduzir.
Tuesday, July 07, 2009
Assinem! Por uma boa causa
Petição Não ao Acordo de Londres - Salvaguardar a Língua Portuguesa
http://www.peticaopublica.com/?pi=traducao
http://www.peticaopublica.com/?pi=traducao
Sunday, July 05, 2009
Wednesday, June 17, 2009
Olha-me que grande novidade!
Segundo um novo relatório da OCDE, elaborado com o apoio da Comissão Europeia, três em cada quatro professores sentem que não têm suficientes incentivos para melhorar a qualidade do seu ensino, ao passo que, três em cada cinco escolas alegam que o mau comportamento dos alunos na sala perturba o bom desenrolar da aula. O relatório assenta no novo inquérito internacional sobre ensino e aprendizagem (TALIS) e, pela primeira vez, apresenta dados comparáveis à escala internacional sobre as condições de trabalho dos professores nas escolas, baseados nas conclusões de um inquérito conduzido em 23 países participantes.
Resumindo e concluindo:
Só quem anda a "dormir", e quem não "vive" e "sente" diariamente o pulsar da escola, tal como a herdámos, é que pode ficar surpreendido com estas conclusões.
Texto completo, aqui:
Eficácia dos professores prejudicada pela falta de incentivos e pelo mau comportamento na sala de aula
Segundo um novo relatório da OCDE, elaborado com o apoio da Comissão Europeia, três em cada quatro professores sentem que não têm suficientes incentivos para melhorar a qualidade do seu ensino, ao passo que, três em cada cinco escolas alegam que o mau comportamento dos alunos na sala perturba o bom desenrolar da aula. O relatório assenta no novo inquérito internacional sobre ensino e aprendizagem (TALIS) e, pela primeira vez, apresenta dados comparáveis à escala internacional sobre as condições de trabalho dos professores nas escolas, baseados nas conclusões de um inquérito conduzido em 23 países participantes.
Ao apresentar o relatório, o Secretário-Geral da OCDE Angel Gurría insistiu na necessidade de melhorar o desempenho dos professores. «O êxito das políticas de educação depende fortemente da existência de professores de elevada qualidade,» afirmou. «A verdade é que a qualidade de um sistema educativo não pode superar a qualidade dos seus professores e do respectivo trabalho.»
Ján Figel', Comissário Europeu responsável pelo pelouro da educação, formação, cultura e juventude, acrescentou a este respeito: «Estima-se que haja 6 250 000 professores na UE, que precisam de toda a ajuda que as autoridades educativas lhes possam prestar para poderem leccionar o melhor possível nos diversos ambientes de sala de aula, em rápida evolução. Para tanto, é necessário determinação e empenho por parte dos responsáveis políticos no apoio aos nossos professores, apoio esse não só para melhorar a sua formação, mas também para a melhoria das suas condições de trabalho.»
O relatório, intitulado «Creating effective teaching and learning environments» (Criar ambientes de ensino e aprendizagem eficazes), baseia-se nas conclusões do TALIS, e revela o seguinte:
- Na Austrália, Bélgica (Flandres), Dinamarca, Irlanda e Noruega, mais de 90% de professores afirmam não esperar qualquer recompensa pelo facto de melhorarem a qualidade do seu ensino.
- Os professores mostram-se menos pessimistas na Bulgária e na Polónia, ainda que cerca de metade deles não vejam incentivos para melhorar.
- Na Estónia, Itália, República Eslovaca e Espanha, mais de 70% de professores do 3.º ciclo do ensino básico trabalham em escolas em que se refere que as perturbações de sala de aula prejudicam o processo de ensino «em certa medida» ou «bastante».
- Em média, 38% dos professores inquiridos trabalhavam em escolas em que se faz sentir escassez de pessoal qualificado. Na Polónia, este problema afecta apenas 12% das escolas. Já na Turquia, essa escassez afecta 78 % das escolas. http://dx.doi.org/10.1787/607784618372
- Em média, os professores passam 13% do tempo de aula a mater a ordem. Na Bulgária, Estónia, Lituânia e Polónia, esse esforço representa menos de 10 % do tempo de aula.
- Para além das perturbações na sala de aula, outros factores que prejudicam o ensino incluem o absentismo dos alunos (46%), a sua chegada tardia à aula (39%), o uso de linguagem vulgar e blasfema (37%) e a intimidação ou ofensas verbais contra outros estudantes (35%).
- Conjuntamente com a falta de incentivos para melhorarem, nalguns países os professores nem sequer estão sujeitos a qualquer avaliação sistemática nem recebem qualquer forma de apreciação do seu trabalho. É o que acontece com mais de 25 % dos professores na Irlanda e em Portugal, 45 % em Espanha e 55 % na Itália. http://dx.doi.org/10.1787/607856444110
A principal lição política é a de que as autoridades educativas têm de prever incentivos mais eficazes para os professores. Muitos países não estabelecem uma relação entre a apreciação do desempenho dos professores e as recompensas e o reconhecimento que estes recebem e, mesmo naqueles onde tal existe, essa relação não é frequentemente muito estreita.
De um modo geral, o inquérito indica que os planificadores da educação poderiam fazer mais para apoiar os professores e melhorar o desempenho dos estudantes, se o público e os decisores políticos olhassem menos para o controlo dos recursos e dos conteúdos educativos e mais para os resultados da aprendizagem.
Contexto
TALIS é a designação do novo inquérito da OCDE: «inquérito internacional sobre ensino e aprendizagem». Trata-se do primeiro inquérito à escala internacional que se debruça sobre o ambiente de aprendizagem e as condições de trabalho dos professores nas escolas. Examina questões que afectam os professores e o seu desempenho, na perspectiva dos directores/presidentes e dos próprios professores. Procura-se deste modo suprir importantes lacunas de informação que se observam ao comparar os sistemas educativos a nível internacional.
O inquérito foi conduzido com o apoio da Comissão Europeia, e cobre 23 países participantes: Austrália, Áustria, Bélgica (comunidade flamenga), Brasil, Bulgária, Dinamarca, Estónia, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Coreia, Lituânia, Malásia, Malta, México, Noruega, Polónia, Portugal, Eslováquia, Eslovénia, Espanha e Turquia.
Em cada país, foram seleccionadas aleatoriamente cerca de 200 escolas e, em cada uma delas, foram preenchidos dois questionários, um pelo director e outro por 20 professores escolhidos ao acaso.
As perguntas abordavam temas como a preparação dos professores, as práticas de ensino que adoptam e os regimes de reconhecimento e recompensas para os professores.
Resumindo e concluindo:
Só quem anda a "dormir", e quem não "vive" e "sente" diariamente o pulsar da escola, tal como a herdámos, é que pode ficar surpreendido com estas conclusões.
Texto completo, aqui:
Eficácia dos professores prejudicada pela falta de incentivos e pelo mau comportamento na sala de aula
Segundo um novo relatório da OCDE, elaborado com o apoio da Comissão Europeia, três em cada quatro professores sentem que não têm suficientes incentivos para melhorar a qualidade do seu ensino, ao passo que, três em cada cinco escolas alegam que o mau comportamento dos alunos na sala perturba o bom desenrolar da aula. O relatório assenta no novo inquérito internacional sobre ensino e aprendizagem (TALIS) e, pela primeira vez, apresenta dados comparáveis à escala internacional sobre as condições de trabalho dos professores nas escolas, baseados nas conclusões de um inquérito conduzido em 23 países participantes.
Ao apresentar o relatório, o Secretário-Geral da OCDE Angel Gurría insistiu na necessidade de melhorar o desempenho dos professores. «O êxito das políticas de educação depende fortemente da existência de professores de elevada qualidade,» afirmou. «A verdade é que a qualidade de um sistema educativo não pode superar a qualidade dos seus professores e do respectivo trabalho.»
Ján Figel', Comissário Europeu responsável pelo pelouro da educação, formação, cultura e juventude, acrescentou a este respeito: «Estima-se que haja 6 250 000 professores na UE, que precisam de toda a ajuda que as autoridades educativas lhes possam prestar para poderem leccionar o melhor possível nos diversos ambientes de sala de aula, em rápida evolução. Para tanto, é necessário determinação e empenho por parte dos responsáveis políticos no apoio aos nossos professores, apoio esse não só para melhorar a sua formação, mas também para a melhoria das suas condições de trabalho.»
O relatório, intitulado «Creating effective teaching and learning environments» (Criar ambientes de ensino e aprendizagem eficazes), baseia-se nas conclusões do TALIS, e revela o seguinte:
- Na Austrália, Bélgica (Flandres), Dinamarca, Irlanda e Noruega, mais de 90% de professores afirmam não esperar qualquer recompensa pelo facto de melhorarem a qualidade do seu ensino.
- Os professores mostram-se menos pessimistas na Bulgária e na Polónia, ainda que cerca de metade deles não vejam incentivos para melhorar.
- Na Estónia, Itália, República Eslovaca e Espanha, mais de 70% de professores do 3.º ciclo do ensino básico trabalham em escolas em que se refere que as perturbações de sala de aula prejudicam o processo de ensino «em certa medida» ou «bastante».
- Em média, 38% dos professores inquiridos trabalhavam em escolas em que se faz sentir escassez de pessoal qualificado. Na Polónia, este problema afecta apenas 12% das escolas. Já na Turquia, essa escassez afecta 78 % das escolas. http://dx.doi.org/10.1787/607784618372
- Em média, os professores passam 13% do tempo de aula a mater a ordem. Na Bulgária, Estónia, Lituânia e Polónia, esse esforço representa menos de 10 % do tempo de aula.
- Para além das perturbações na sala de aula, outros factores que prejudicam o ensino incluem o absentismo dos alunos (46%), a sua chegada tardia à aula (39%), o uso de linguagem vulgar e blasfema (37%) e a intimidação ou ofensas verbais contra outros estudantes (35%).
- Conjuntamente com a falta de incentivos para melhorarem, nalguns países os professores nem sequer estão sujeitos a qualquer avaliação sistemática nem recebem qualquer forma de apreciação do seu trabalho. É o que acontece com mais de 25 % dos professores na Irlanda e em Portugal, 45 % em Espanha e 55 % na Itália. http://dx.doi.org/10.1787/607856444110
A principal lição política é a de que as autoridades educativas têm de prever incentivos mais eficazes para os professores. Muitos países não estabelecem uma relação entre a apreciação do desempenho dos professores e as recompensas e o reconhecimento que estes recebem e, mesmo naqueles onde tal existe, essa relação não é frequentemente muito estreita.
De um modo geral, o inquérito indica que os planificadores da educação poderiam fazer mais para apoiar os professores e melhorar o desempenho dos estudantes, se o público e os decisores políticos olhassem menos para o controlo dos recursos e dos conteúdos educativos e mais para os resultados da aprendizagem.
Contexto
TALIS é a designação do novo inquérito da OCDE: «inquérito internacional sobre ensino e aprendizagem». Trata-se do primeiro inquérito à escala internacional que se debruça sobre o ambiente de aprendizagem e as condições de trabalho dos professores nas escolas. Examina questões que afectam os professores e o seu desempenho, na perspectiva dos directores/presidentes e dos próprios professores. Procura-se deste modo suprir importantes lacunas de informação que se observam ao comparar os sistemas educativos a nível internacional.
O inquérito foi conduzido com o apoio da Comissão Europeia, e cobre 23 países participantes: Austrália, Áustria, Bélgica (comunidade flamenga), Brasil, Bulgária, Dinamarca, Estónia, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Coreia, Lituânia, Malásia, Malta, México, Noruega, Polónia, Portugal, Eslováquia, Eslovénia, Espanha e Turquia.
Em cada país, foram seleccionadas aleatoriamente cerca de 200 escolas e, em cada uma delas, foram preenchidos dois questionários, um pelo director e outro por 20 professores escolhidos ao acaso.
As perguntas abordavam temas como a preparação dos professores, as práticas de ensino que adoptam e os regimes de reconhecimento e recompensas para os professores.
Tuesday, June 09, 2009
Monday, June 08, 2009
Curiosidades

Sabia que a UE gasta 2,30 euros por cidadão, em tarefas ou actividades de tradução, de e para as 23 línguas que a compõem?
Publicado no dia 30 de Maio de 2009 no Ecodiario
El Europarlamento gastó 484 millones de euros en multilingüísmo en 2008 MADRID, 30 (SERVIMEDIA) La traducción e interpretación en todas las instituciones europeas de las 23 lenguas de la Unión supone alrededor del 1 por ciento del presupuesto total de la UE, lo que equivale a 2,30 euros por ciudadano y año.
El Parlamento Europeo, junto con la Comisión, es el mayor empleador del mundo de interpretes y traductores. Hay cerca de 1.500 personas trabajando en ello, es decir, más de un tercio de todo el personal del Parlamento.
Una de sus principales funciones es la de realizar la verificación lingüística de los textos de la Eurocámara. El Parlamento dispone de un servicio de traducción en el que trabajan 700 personas, aunque también recurre a profesionales "freelances" para los textos no prioritarios.
La Eurocámara cuenta con una base permanente de 400 interpretes, pero durante las sesiones plenarias, cuando los intérpretes necesarios pueden aumentar hasta 1.000 también se recurre a contratar personal de manera puntual.
En la actualidad, la UE tiene 23 lenguas oficiales y utiliza tres alfabetos: latino, griego y cirílico. Las decisiones sobre las lenguas oficiales exigen la unanimidad de los Estados miembros.
Existen, por tanto, 506 combinaciones bilaterales posibles entre lenguas, ya que cada una de las 23 lenguas puede traducirse a las 22 restantes, y no siempre hay personal para garantizar la traducción.
Para solucionar este problema se utiliza el sistema de lenguas-puente, de manera que los documentos son traducidos a unas pocas lenguas, denominadas lenguas "pivot", y de esos idiomas al resto. Los debates de las sesiones plenarias se interpretan en todas las lenguas oficiales.
Cualquier ciudadano puede dirigirse al Parlamento europeo en cualquiera de las lenguas cooficiales españolas y tiene derecho a recibir respuesta en ese mismo idioma. Catalán, gallego y euskera son lenguas de comunicación entre los ciudadanos y las instituciones europeas, pero no son lenguas oficiales y por ello los diputados no pueden expresarse en esos idiomas en las comisiones o en las sesiones plenarias.
Monday, June 01, 2009
Foi bonita a festa, pá!

Há muitos anos que Serralves faz parte do meu/nosso roteiro sentimental.
Serralves é um estado de espírito, um estado de alma, uma filosofia de vida, um princípio nivelador da minha existência.
Ir a Serralves é um banho de saúde. É renascer um pouco, é respirar alegria, é alcançar uma paz e tranquilidade difíceis de igualar. Ir a Serralves é carregar as baterias, repor energias e equilibrar os nossos dias.
Ir a Serralves é pintar a manta, sujar-nos de tinta, mexer na terra, correr e pular com os miúdos, fazer experiências, dormitar na relva, piquenicar à sombra, saborear uma cerveja no prado. Ir a Serralves é já ter saudades do próximo ano e, a cada momento, ter sempre desejo de regressar.
Até breve, e voltem sempre!
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