GUIA PRÁTICO DA CIÊNCIA MODERNA:
01. Se mexer, pertence à Biologia.
02. Se feder, pertence à Química.
03. Se não funciona, pertence à Física.
04. Se ninguém entende, é Matemática.
05. Se não faz sentido, é Economia ou Psicologia.
06. Se mexer, feder, não funcionar, ninguém entender e não fizer
sentido, é INFORMÁTICA.
Eu cá diria que é mesmo POLÍTICA!
Sunday, April 19, 2009
Friday, April 17, 2009
O mestre Miyagi do bilhar
Como eu desejava jogar assim...
Durante o último CTTT, cá em Braga, tive oportunidade de jogar isto contra o Anthony (Pym), o Frank (Austermuhl) e a Debbie (Folaron).
Perdi com todos... mas tal deve-se mais à nossa (minha) habitual tradição e cultura de simpatia e hospitalidade (a chamada arte de bem receber), do que propriamente à falta de jeito... (acho eu...)
Durante o último CTTT, cá em Braga, tive oportunidade de jogar isto contra o Anthony (Pym), o Frank (Austermuhl) e a Debbie (Folaron).
Perdi com todos... mas tal deve-se mais à nossa (minha) habitual tradição e cultura de simpatia e hospitalidade (a chamada arte de bem receber), do que propriamente à falta de jeito... (acho eu...)
Thursday, April 16, 2009
Visível + Invisível = Diferente?

Retomo aqui um tema de que já falei (o da visibilidade invisibilidade do tradutor) e da tendência para uma certa divisão/hierarquização do trabalho, ao nível da prestação de serviços de tradução.
Neste caso, é o colega Fabio Said, que fala do assunto no seu blogue fidus interpres
Frase do dia
“Hammer your thoughts into unity.”
Uma frase (ou será lema de vida?) a que recorro frequentemente.
Não sei se, alguma vez, será traduzível. Talvez sim...
P.S. Já agora, um presente a quem oferecer a melhor tradução.
Uma frase (ou será lema de vida?) a que recorro frequentemente.
Não sei se, alguma vez, será traduzível. Talvez sim...
P.S. Já agora, um presente a quem oferecer a melhor tradução.
Contemporary Africa(s): Current Artistic Interventions after the 'Post'
Mais uma colheita da nossa safra (redundâncias à parte).
Call for Papers
Contemporary Africa(s): Current Artistic Interventions after the 'Post'
14 -15 Maio 2009
Universidade do Minho
Campus de Gualtar
4710-057 Braga - Portugal
Envio de propostas [max. 300 palavras] até 20 de Abril de 2009
Deadline for abstracts [max. 300 words] 20 April 2009
http://ceh.ilch.uminho.pt/grupocli/index.htm
Organização:
Centro de Estudos Humanísticos — CEHUM
Grupo de Investigação em Estudos Pós-coloniais e Literaturas de Intervenção
Call for Papers
Contemporary Africa(s): Current Artistic Interventions after the 'Post'
14 -15 Maio 2009
Universidade do Minho
Campus de Gualtar
4710-057 Braga - Portugal
Envio de propostas [max. 300 palavras] até 20 de Abril de 2009
Deadline for abstracts [max. 300 words] 20 April 2009
http://ceh.ilch.uminho.pt/grupocli/index.htm
Organização:
Centro de Estudos Humanísticos — CEHUM
Grupo de Investigação em Estudos Pós-coloniais e Literaturas de Intervenção
Wednesday, April 15, 2009
Serviço público 2 (Localização)
Já se encontra disponível, em http://ceh.ilch.uminho.pt/atelier.htm , o artigo apresentado por Vanessa Enríquez Raído e Frank Austermühl, durante o 2º seminário HOT - Hands-On Translation, intitulado Translation, Localization, and Technology – Current Developments
Boas leituras, ou como dizia o outro "always read good papers"
Boas leituras, ou como dizia o outro "always read good papers"
Tuesday, April 14, 2009
Querida, mudei o laboratório
Mas onde é que eu já vi visto? Que saudades dos nossos velhinhos laboratórios de línguas...
Algumas ideias práticas para personalizar o seu ambiente de trabalho.
Algumas ideias práticas para personalizar o seu ambiente de trabalho.
Monday, April 13, 2009
Sunday, April 12, 2009
Descubra as diferenças

Gostaria de partilhar convosco uma velha, misteriosa e inquietante teoria minha, espécie de "mito urbano", segundo o qual o nosso fantástico, magnífico, espantoso, mirabolante, seboso, bronco, anestesiante e virtualmente virtuoso CR (7) é uma espécie de PA no masculino, sem silicone, mas igualmente desprovido de neurónios e apenas com uma singelíssima preocupação na cabeça (como, aliás, demonstram as imagens)...
Saturday, April 11, 2009
Apologia da mui nobre, sempre leal e invicta llengua portugueza
Encontrei isto, nas arrumações lá de casa.
O 1º texto é um artigo de cariz sociológico, tentando desmontar o 2º (que é o que interessa, neste caso).
POLIVALÊNCIA... HÁ 70 ANOS
ELVIRA PEREIRA
Socióloga, Téc. Sup. Principal da Inspecção das Finanças
ELVIRA PEREIRA
Socióloga, Téc. Sup. Principal da Inspecção das Finanças
Actualmente, é comummente aceite o facto de quer os recursos humanos, quer as organizações, necessitarem de se conformar com os imperativos da flexibilidade, criatividade, versatilidade e adaptabilidade como condição sine qua non da sobrevivência.
Como poderá observar no pequeno texto que abaixo transcrevemos, pode-se inferir da não novidade daqueles princípios. Muitos agentes económicos foram, no seu tempo, inovadores, possuidores de um raro sentido das oportunidades e suficientemente flexíveis em ordem à adaptação necessária aos mais diversos contextos. Porém, é sempre possível fornecer exemplos caricaturais sobre essas mesmas qualidades.
Com a devida vénia, transcrevemos, na íntegra, um texto publicado no jornal Correio do Ribatejo. Trata-se da cópia de um prospecto que Manuel Ferreira, da vila da Sertã, mandou imprimir e distribuir há cerca de 70 anos.
Deste texto infere-se a extraordinária polivalência do signatário do anúncio, que vai desde "surgião" e "rigedor" a ensinante de "jiographia, aritmética, gimnástica e outras chinezisses", culminando com cantos e danças.
Diríamos que mais sábio que Newton só o Sr. Manuel Ferreira, desde que este dominasse com a mesma acuidade os instrumentos básicos de decifração cultural que tal abrangência requeria.
Difíceis tempos aqueles em que o tudo, pelos vistos, era quase nada ou pouca coisa.
Afinal, o que o anúncio revela é um simples exemplo da tão portuguesíssima "lei do desenrascanço". Hoje, por razões diferentes, aos jovens coloca-se cada vez mais o problema da formação abrangente e recorrente, da oportunidade, da flexibilização e da adaptação à nova rdem do trabalho.
Aqui para nós, quando acabamos de 1er o anúncio, a nossa reacção sintetiza-se aproximadamente no seguinte comentário:
Eh pá, vai fazer "surgias" para a tua rua!
EU, MANUEL FERREIRA, SURGIÃO
Como poderá observar no pequeno texto que abaixo transcrevemos, pode-se inferir da não novidade daqueles princípios. Muitos agentes económicos foram, no seu tempo, inovadores, possuidores de um raro sentido das oportunidades e suficientemente flexíveis em ordem à adaptação necessária aos mais diversos contextos. Porém, é sempre possível fornecer exemplos caricaturais sobre essas mesmas qualidades.
Com a devida vénia, transcrevemos, na íntegra, um texto publicado no jornal Correio do Ribatejo. Trata-se da cópia de um prospecto que Manuel Ferreira, da vila da Sertã, mandou imprimir e distribuir há cerca de 70 anos.
Deste texto infere-se a extraordinária polivalência do signatário do anúncio, que vai desde "surgião" e "rigedor" a ensinante de "jiographia, aritmética, gimnástica e outras chinezisses", culminando com cantos e danças.
Diríamos que mais sábio que Newton só o Sr. Manuel Ferreira, desde que este dominasse com a mesma acuidade os instrumentos básicos de decifração cultural que tal abrangência requeria.
Difíceis tempos aqueles em que o tudo, pelos vistos, era quase nada ou pouca coisa.
Afinal, o que o anúncio revela é um simples exemplo da tão portuguesíssima "lei do desenrascanço". Hoje, por razões diferentes, aos jovens coloca-se cada vez mais o problema da formação abrangente e recorrente, da oportunidade, da flexibilização e da adaptação à nova rdem do trabalho.
Aqui para nós, quando acabamos de 1er o anúncio, a nossa reacção sintetiza-se aproximadamente no seguinte comentário:
Eh pá, vai fazer "surgias" para a tua rua!
EU, MANUEL FERREIRA, SURGIÃO
Eu, Manuel Ferreira, surgião, rigedor, comerciante e agente de enterros.
Respeitosamente informa as senhoras e cavalheiros que lhes tira dentes sem esperar um minuto, apelica cataplasmas e salapismos a baixo preço e vixas e 20 reis cada, garantidas.
Vende pelumas, cordas, corta calos, juanetos, aços partidos, tusquia burros uma vez por mes, e trata de unhas ao ano. Amolla facas e tizoiras, apitos a 10 reis, castiçais, fregideiras, e outros instrumentos musicais a preços reduzidos. Ensina gramática e discursos de maneiras finas, acim como cathecysmo e orctographia, cantos e danças, jogos de sociedades e bordados. Perfumes de todas as qualidades. Como os tempos vão maus, pesso lecença para dezer que comessei também a vender galinhas, lans, porcos e outra criação. Camisolas, lenços, ratueiras, enchadas, pás, pregos, tejolos, carnes, chourissos e outras ferramentas de jardim e lavoira, cigarros, pitrol, aguardente e outros materiais inflamáveis. Hortalissas, frutas, músicas, lavatoiros, pedras de amolar, sementes e loiças, e manteiga de vaca e de porco.
Tenho um grande curtimento de tapetes, cerveja, velas e phosphoros, e outras conservas como tintas, sabão, vinagre, compro e vendo trapos velhos, chumbo e latão. Ovos frescos meus, páçaros de canto, como moxos, jumentos, piruns, grilos e depósito de vinhos da minha lavra. Tualhas, cobertores e todas as qualidades de roupa. Ensino jiographia, aritmética, gimnástica e outras chinezisses.
Respeitosamente informa as senhoras e cavalheiros que lhes tira dentes sem esperar um minuto, apelica cataplasmas e salapismos a baixo preço e vixas e 20 reis cada, garantidas.
Vende pelumas, cordas, corta calos, juanetos, aços partidos, tusquia burros uma vez por mes, e trata de unhas ao ano. Amolla facas e tizoiras, apitos a 10 reis, castiçais, fregideiras, e outros instrumentos musicais a preços reduzidos. Ensina gramática e discursos de maneiras finas, acim como cathecysmo e orctographia, cantos e danças, jogos de sociedades e bordados. Perfumes de todas as qualidades. Como os tempos vão maus, pesso lecença para dezer que comessei também a vender galinhas, lans, porcos e outra criação. Camisolas, lenços, ratueiras, enchadas, pás, pregos, tejolos, carnes, chourissos e outras ferramentas de jardim e lavoira, cigarros, pitrol, aguardente e outros materiais inflamáveis. Hortalissas, frutas, músicas, lavatoiros, pedras de amolar, sementes e loiças, e manteiga de vaca e de porco.
Tenho um grande curtimento de tapetes, cerveja, velas e phosphoros, e outras conservas como tintas, sabão, vinagre, compro e vendo trapos velhos, chumbo e latão. Ovos frescos meus, páçaros de canto, como moxos, jumentos, piruns, grilos e depósito de vinhos da minha lavra. Tualhas, cobertores e todas as qualidades de roupa. Ensino jiographia, aritmética, gimnástica e outras chinezisses.
(Publicado no Jornal Correio do Ribatejo, há cerca de 70 anos)
Friday, April 10, 2009
Obamização

Localization: taking a product and tailoring it to an individual local market (i.e. ‘locale’).
Obamização - processo de adaptação do Obama a mercados ("locales") individuais específicos.
Ver exemplo (com som)
P.S. Já agora, acho que a malta da Antena 3 não percebeu bem de que produto/artigo se estava a falar, confundindo-o com biscoitos para cães...
Thursday, April 09, 2009
Henri MESCHONNIC (1932-2009)

No dia do seu desaparecimento, fica aqui a homenagem ao tradutor e poeta, vulto incontornável da teoria da tradução e referência fundamental que nos tem acompanhado ao longo dos últimos anos.
Vale a pena ler a sua biografia e discurso de aceitação do Prémio Europeu de Literatura, em 2006, aqui.
Monday, April 06, 2009
Sunday, April 05, 2009
Que pena não poder estar lá!
Este, sim, promete ser um evento extraordinário, abrindo espaço a novas sensibilidades, leituras e diálogos inter e transdisciplinares. Até que enfim que alguém se lembra de trazer uma literatura menor para os grandes palcos da "academia".
In a state of "watchful anomie"
CRAIGVARA HOUSE
Derek Mahon
That was the year
of the black nights and clear
mornings, a mild elation touched with fear;
of watchful anomie,
heart silence, day-long reverie
while the wind made catspaws on the sea
and the first
rain of winter burst
earthwards as if quenching a great thirst.
A mist of spray
hung over the shore all day
while I slumped there re-reading La Nausée
or knocked a coal,
releasing squeaky gas until
it broke and tumbled into its hot hole.
Night fell on a rough
sea, on a moonlit basalt cliff,
huts with commandments painted on the roof,
and rain wept down
the raw slates of the town,
cackling maniacally in pipe and drain.
I slowly came
to treasure my ashram
(a flat with a sea view, the living room
furnished with frayed
chintz, cane chairs and faded
watercolours of Slemish and Fair Head);
and it was there,
choosing my words with care,
I sat down and began to write once more.
When snowflakes
wandered on to the rocks
I thought, home is where the heart breaks -
the lost domain
of week-ends in the rain,
the Sunday sundae and the sexual pain.
I stared each night
at a glow of orange light
over the water where the interned sat tight,
I in my own prison
envying their fierce reason,
their solidarity and extroversion,
and during storms
imagined the clenched farms
with dreadful faces thronged and fiery arms.
Sometime before
spring I found in there
the frequency that I'd been looking for
and crossed by night
a dark channel, my eyesight
focused upon a flickering pier-light.
I slept then and,
waking early, listened
entranced to the pea-whistle sound
of a first thrush
practising on a thorn bush
a new air picked up in Marrakesh.
And then your car
parked with a known roar
and you stood smlhng at the door -
as if we might
consider a bad night
as over and walk out into the sunlight.
Selected Poems (Viking/Gallery in assoc. OUP 1991; rep. 1993)
Derek Mahon
That was the year
of the black nights and clear
mornings, a mild elation touched with fear;
of watchful anomie,
heart silence, day-long reverie
while the wind made catspaws on the sea
and the first
rain of winter burst
earthwards as if quenching a great thirst.
A mist of spray
hung over the shore all day
while I slumped there re-reading La Nausée
or knocked a coal,
releasing squeaky gas until
it broke and tumbled into its hot hole.
Night fell on a rough
sea, on a moonlit basalt cliff,
huts with commandments painted on the roof,
and rain wept down
the raw slates of the town,
cackling maniacally in pipe and drain.
I slowly came
to treasure my ashram
(a flat with a sea view, the living room
furnished with frayed
chintz, cane chairs and faded
watercolours of Slemish and Fair Head);
and it was there,
choosing my words with care,
I sat down and began to write once more.
When snowflakes
wandered on to the rocks
I thought, home is where the heart breaks -
the lost domain
of week-ends in the rain,
the Sunday sundae and the sexual pain.
I stared each night
at a glow of orange light
over the water where the interned sat tight,
I in my own prison
envying their fierce reason,
their solidarity and extroversion,
and during storms
imagined the clenched farms
with dreadful faces thronged and fiery arms.
Sometime before
spring I found in there
the frequency that I'd been looking for
and crossed by night
a dark channel, my eyesight
focused upon a flickering pier-light.
I slept then and,
waking early, listened
entranced to the pea-whistle sound
of a first thrush
practising on a thorn bush
a new air picked up in Marrakesh.
And then your car
parked with a known roar
and you stood smlhng at the door -
as if we might
consider a bad night
as over and walk out into the sunlight.
Selected Poems (Viking/Gallery in assoc. OUP 1991; rep. 1993)
Tradução: A Liga dos Últimos
Lembram-se de aqui ter falado do "star system" vs "bread & butter"?
De facto, há toda uma taxonomia futebolística que pode ser aplicada à tradução dita profissional: tradutores de 1ª, 2ª, Liga de Honra, Distritais, Amadores... Não sei se há "apitos dourados" , mas que l'ASAE, l'ASAE...
Pois o Danilo Nogueira, leu-me os pensamentos, e deita aqui mais uma acha preciosa para a fogueira. No sentido positivo e construtivo, é claro, porque está cheio de razão.
Nota do Tradutor: Ficar cabreiro - desconfiar de algo
De facto, há toda uma taxonomia futebolística que pode ser aplicada à tradução dita profissional: tradutores de 1ª, 2ª, Liga de Honra, Distritais, Amadores... Não sei se há "apitos dourados" , mas que l'ASAE, l'ASAE...
Pois o Danilo Nogueira, leu-me os pensamentos, e deita aqui mais uma acha preciosa para a fogueira. No sentido positivo e construtivo, é claro, porque está cheio de razão.
Nota do Tradutor: Ficar cabreiro - desconfiar de algo
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