Para ouvir ao som da música "Saliva" dos GNR
Vamos gastar muita saliva...
Thursday, April 02, 2009
Wednesday, April 01, 2009
Diz-me como te chamas, dir-te-ei quem és
Alguém se lembra de um tal Jacinto Leite Capelo, que andou nas bocas de toda a gente?
(salvo seja!)
Balls and Bottoms give way to Wangs in name game
Leiam esta notícia da Reuters sobre apelidos e quejandos.
(salvo seja!)
Balls and Bottoms give way to Wangs in name game
Leiam esta notícia da Reuters sobre apelidos e quejandos.
Sunday, March 29, 2009
Saturday, March 28, 2009
Meu Professor, Meu Amigo
(este "post" decorre de algumas mensagens que fui trocando, ontem e hoje, com um ex-aluno e amigo, acho eu, bem como da consciência de uma rede de amigos que fui criando ao longo dos últimos 10 anos...)
Coisa difícil de encontrar, hoje em dia... nestes tempos conturbados...
Não sei de/do que é que as pessoas têm medo. De quem têm medo? Quem tem medo de...?
De se dar... de se dar ao "outro", de partilhar... de construir algo juntos. Afinal, o que é isto de "educar"?
Já há muito que queria colocar este "post", aqui, como forma de tributo a um excelente profissional, e a um fantástico amigo.
Parte do que sou hoje, devo-o a pessoas como ele.
Parabéns, Professor!
Coisa difícil de encontrar, hoje em dia... nestes tempos conturbados...
Porque as escolas correm o risco de se transformar noutra coisa... diferente daquilo que sonhámos e quisemos construir. Onde ficou o sonho, algures nesta viagem agitada?
Todos precisamos de navegar em águas mais calmas, encontrar portos de abrigo mais acolhedores, hospitaleiros, no meio da tempestade.
Não sei de/do que é que as pessoas têm medo. De quem têm medo? Quem tem medo de...?
De se dar... de se dar ao "outro", de partilhar... de construir algo juntos. Afinal, o que é isto de "educar"?
Já há muito que queria colocar este "post", aqui, como forma de tributo a um excelente profissional, e a um fantástico amigo.
Parte do que sou hoje, devo-o a pessoas como ele.
Parabéns, Professor!
Thursday, March 26, 2009
Blogue de Tradução Médica
Aqui transcrevo o que me veio à rede
As a fellow translation professional, you are probably also looking to stay abreast of what's happening in our industry.
I am glad to announce that we have launched the Medical Translation Blog at http://blog.fxtrans.com.
As we have done with our newsletters and published articles, the content will revolve around real-world issues faced by pharmaceutical/medical device companies and translation service providers:
Regulatory news such as the pending Asian Medical Device Directive, technology news (from machine translation to personal efficiency tools) and language developments like the recent Brazilian Portuguese spelling reform.
We post new content daily. You can stay up-to-date by subscribing (free of charge, of course!) to email updates or read our feed with your favorite RSS reader.
And you are invited to participate in discussions or by providing tips to developing news. Whether you participate actively or just read the posts, I hope that you will subscribe to the new Medical Translation Blog!
Andres Heuberger President, ForeignExchange Translations, Inc. The leader in medical translationsSpain * Canada * United States * Tel. +1.781.893.0013 * Fax +1.781.893.0012
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Wednesday, March 25, 2009
Bread & Butter vs Star System
Mais uma vez, o Eduardo Pitta mostra alguma sensibilidade para estas coisas da tradução.
Interessante como coloca o dedo na ferida de um "star system" construído em torno da tradução literária/poética... aqui
Voltarei a isto mais tarde...
Interessante como coloca o dedo na ferida de um "star system" construído em torno da tradução literária/poética... aqui
Voltarei a isto mais tarde...
Monday, March 23, 2009
Honestidade intelectual
Interesting Dedication from David Lodge in his latest novel, Deaf Sentence
Conscious that this novel, from its English title onwards, presents special problems to its translators, I dedicate it to all those who, over many years, have have applied their skills to the translation of my work, and especially to some who have become personal friends: Marc Amfreville, Mary Gislon & Rosetta Palozzi, Maurice & Yvonne Couturier, Armand Eloi & Beatrice Hammer, Luo Yirong, Suzanne Mayoux, Renate Orth-Guttmann & Susuma Takayi.
Conscious that this novel, from its English title onwards, presents special problems to its translators, I dedicate it to all those who, over many years, have have applied their skills to the translation of my work, and especially to some who have become personal friends: Marc Amfreville, Mary Gislon & Rosetta Palozzi, Maurice & Yvonne Couturier, Armand Eloi & Beatrice Hammer, Luo Yirong, Suzanne Mayoux, Renate Orth-Guttmann & Susuma Takayi.
Sunday, March 22, 2009
Mais um "exercício de estilo"
Nós cá somos apologistas da auto-aprendizagem, tipo "aprenda você mesmo", e vá praticando, para ver se não esquece:
E Jesus disse...
Mão amiga trouxe-me isto, que agora partilho convosco...
Naquele tempo, Jesus subiu ao monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Depois, tomando a palavra, ensinou-os dizendo:
- Em verdade vos digo, bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles...
Pedro interrompeu:
- Temos que aprender isso de cor?
André disse:
- Temos que copiá-lo para o caderno?
Tiago perguntou:
- Vamos ter teste sobre isso?
Filipe lamentou-se:
- Não trouxe o papiro-diário.
Bartolomeu quis saber:
- Temos de tirar apontamentos?
João levantou a mão:
- Posso ir à casa de banho?
Judas exclamou:
- Para que é que serve isto tudo?
Tomé inquietou-se:
- Há fórmulas? vamos resolver problemas?
Tadeu reclamou:
- Mas porque é que não nos dás a sebenta e... pronto!?
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada... ninguém entendeu nada!
Um dos fariseus presentes, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada, tomou a palavra e dirigiu-se a Ele,
dizendo:
-Onde está a tua planificação?
-Qual é a nomenclatura do teu plano de aula nesta intervenção didáctica mediatizada?
- E a avaliação diagnóstica?
- E a avaliação institucional?
- Quais são as tuas expectativas de sucesso?
- Tens para a abordagem da área em forma globalizada, de modo a permitir o acesso à significação dos contextos, tendo em conta a bipolaridade da transmissão?
- Quais são as tuas estratégias conducentes à recuperação dos conhecimentos prévios?
- Respondem estes aos interesses e necessidades do grupo de modo a assegurar a significatividade do processo de ensino-aprendizagem?
- Incluíste actividades integradoras com fundamento epistemológico produtivo?
- E os espaços alternativos das problemáticas curriculares gerais?
- Propiciaste espaços de encontro para a coordenação de acções transversais e longitudinais que fomentem os vínculos operativos e cooperativos das áreas concomitantes?
- Quais são os conteúdos conceptuais, processuais e atitudinais que respondem aos fundamentos lógico, praxeológico e metodológico constituídos pelos núcleos generativos disciplinares, transdisciplinares, interdisciplinares e metadisciplinares?
Caifás, o pior de todos, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações do primeiro, segundo e terceiro períodos e reservo-me o direito de, no final, aumentar as notas dos teus discípulos, para que ao Rei não lhe falhem as previsões de um ensino de qualidade e não se lhe estraguem as estatísticas do sucesso. Serás notificado em devido tempo pela via mais adequada. E vê lá se reprovas alguém! Lembra-te que ainda não és titular e não há quadros de nomeação definitiva...
... E Jesus pediu a reforma antecipada aos trinta e três anos!
________________________________
Naquele tempo, Jesus subiu ao monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Depois, tomando a palavra, ensinou-os dizendo:
- Em verdade vos digo, bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles...
Pedro interrompeu:
- Temos que aprender isso de cor?
André disse:
- Temos que copiá-lo para o caderno?
Tiago perguntou:
- Vamos ter teste sobre isso?
Filipe lamentou-se:
- Não trouxe o papiro-diário.
Bartolomeu quis saber:
- Temos de tirar apontamentos?
João levantou a mão:
- Posso ir à casa de banho?
Judas exclamou:
- Para que é que serve isto tudo?
Tomé inquietou-se:
- Há fórmulas? vamos resolver problemas?
Tadeu reclamou:
- Mas porque é que não nos dás a sebenta e... pronto!?
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada... ninguém entendeu nada!
Um dos fariseus presentes, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada, tomou a palavra e dirigiu-se a Ele,
dizendo:
-Onde está a tua planificação?
-Qual é a nomenclatura do teu plano de aula nesta intervenção didáctica mediatizada?
- E a avaliação diagnóstica?
- E a avaliação institucional?
- Quais são as tuas expectativas de sucesso?
- Tens para a abordagem da área em forma globalizada, de modo a permitir o acesso à significação dos contextos, tendo em conta a bipolaridade da transmissão?
- Quais são as tuas estratégias conducentes à recuperação dos conhecimentos prévios?
- Respondem estes aos interesses e necessidades do grupo de modo a assegurar a significatividade do processo de ensino-aprendizagem?
- Incluíste actividades integradoras com fundamento epistemológico produtivo?
- E os espaços alternativos das problemáticas curriculares gerais?
- Propiciaste espaços de encontro para a coordenação de acções transversais e longitudinais que fomentem os vínculos operativos e cooperativos das áreas concomitantes?
- Quais são os conteúdos conceptuais, processuais e atitudinais que respondem aos fundamentos lógico, praxeológico e metodológico constituídos pelos núcleos generativos disciplinares, transdisciplinares, interdisciplinares e metadisciplinares?
Caifás, o pior de todos, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações do primeiro, segundo e terceiro períodos e reservo-me o direito de, no final, aumentar as notas dos teus discípulos, para que ao Rei não lhe falhem as previsões de um ensino de qualidade e não se lhe estraguem as estatísticas do sucesso. Serás notificado em devido tempo pela via mais adequada. E vê lá se reprovas alguém! Lembra-te que ainda não és titular e não há quadros de nomeação definitiva...
... E Jesus pediu a reforma antecipada aos trinta e três anos!
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Monday, March 16, 2009
O Leitor, esse (des)conhecido
Porque nos toca a todos, aqui fica um artigo da autoria da colega Maria Luísa Malato Borralho, docente na FLUP, e publicado no "Público"
A TORRE DE BABEL:
O ESTATUTO DE LEITOR NA UNIVERSIDADE PORTUGUESA
O Leitor é, para quem o desconheça, o professor que, nas Universidades portuguesas, ensina línguas vivas. Por muito estranho que pareça, o professor de línguas vivas não é um professor universitário como os outros. Ao contrário do que legitimamente sucede com quem ensina grego ou latim clássicos, o docente que ensina alemão, espanhol, francês ou inglês não tem enquadramento senão como “pessoal especialmente contratado”. Tal categoria abrange somente casos excepcionais a que se acede por convite. Assim, na prática, o actual Estatuto da Carreira Docente Universitária teve para os Leitores alguns “efeitos colaterais”:
a) associou e associa a categoria de Leitor ao ensino das línguas vivas;
b) vedou e veda aos Leitores estrangeiros (inclusive aos cidadãos da UE) qualquer progressão na carreira académica – tal disposição viola claramente o número 2 do artigo 39.º. do Tratado de Roma, relativo à liberdade de circulação de trabalhadores;
c) obrigou e obriga os docentes de línguas vivas a assinar regularmente um contrato inicial por um ano, renovável sempre por três, sem que algum dia tenham possibilidade de conseguir um melhor contrato ou qualquer outra forma de vínculo contratual por parte da entidade empregadora;
d) incentivou e incentiva as provas académicas de todos os outros membros (inclusive de Assistentes convidados e Monitores), mas desmotivou das mesmas o Leitor (quase sempre trabalhador estrangeiro), que continuaria sempre Leitor, tornando-o o elo mais frágil de toda a função docente nas Universidades. Em consequência, o Leitor é hoje despedido, independentemente da qualidade dos serviços prestados à Universidade Portuguesa, unicamente porque pode ser despedido.
Este sistema pressupunha uma sociedade em que os empregos eram estáveis, os regimes gerais de trabalho em dedicação exclusiva, ou em tempo integral, e uma legislação que protegia o trabalhador nacional em detrimento do estrangeiro. Também a fragilidade contratual do Leitor não sobressaía da dos restantes colegas. A carreira universitária é quase a única (quer no direito da função pública quer no direito do trabalho) em que a progressão se faz exclusivamente por provas e concursos públicos e nela só se pode ter o vínculo da nomeação definitiva, depois de passados 2 anos na categoria final da carreira (como professor catedrático) ou 5 anos na categoria anterior (a de professor associado).
Ainda há muito pouco tempo, 75% dos professores universitários não tinham nomeação definitiva. Ora muita coisa mudou entretanto neste contexto frágil e tranquilo. Tornou-se frágil e sobressaltado. Os 75% referidos serão hoje menos, porque muitos foram sendo despedidos e outros terminaram as provas académicas. Assiste-se hoje a uma revolução calada nas universidades e todas as revoluções (sobretudo as caladas) são darwinianas, cruéis para os seus membros mais fracos, aqui, os leitores, impondo-se a fraqueza contratual à importância dos leitores no equilíbrio do ecossistema universitário. Hoje, o Leitor, nas universidades portuguesas, não conhece limites para o trabalho que tem de aceitar. Os seus contratos passaram a ser renováveis anualmente, apesar de estarem há décadas a ensinar na instituição. O Leitor pode ser despedido porque não tem doutoramento, como pode ser despedido apesar de ter doutoramento. Dá aulas na licenciatura, mas (até porque as licenciaturas em línguas se reduziram invariavelmente a três anos) também agora de mestrado, quando não seminários de doutoramento, mas sem as garantias ou direitos que ainda assim possuem os restantes colegas. Mais exemplos haveria, até porque o Leitor serve para tudo e a quase nada vai tendo direito. Porque ensina línguas vivas. Porque é Leitor. Porque daí não pode sair, como sucede a algumas castas.
Num quadro em que os alunos chegam à Universidade com tantas deficiências na aprendizagem de línguas estrangeiras e simultaneamente se pede a estas instituições que preparem professores, tradutores ou intérpretes em apenas 3 anos, os leitores são insubstituíveis. A questão dos Leitores é pois científica, jurídica e económica. Que professores e que profissionais se poderão formar com qualidade, capazes de competir, no mínimo, num contexto europeu? Talvez o estatuto de Leitor possa vir a ser substituído com vantagem pelo recrutamento de Santos, de preferência Milagreiros, que ficam ainda mais económicos. Talvez se pense que é até vantajoso transformar todos os docentes em Leitores. A avaliar pelo que tem sucedido aos Leitores que deixaram a Universidade, não.
A educação é, além do mais, do ponto de vista económico, um negócio estranho. Como todo o pai sabe, o negócio demora dez, vinte anos a dar frutos que se vejam. Depois, investe-se o dinheiro numas coisas e os lucros surgem de outras. E quem investe não é nunca quem recebe.
O mundo é uma Torre de Babel. A Universidade é uma das poucas instituições que tem como propósito maior garantir a compreensão entre os indivíduos. E os Leitores uma das suas maiores armas.
Maria Luísa Malato Borralho
Professora associada com agregação
(Faculdade de Letras da Universidade do Porto)
A TORRE DE BABEL:
O ESTATUTO DE LEITOR NA UNIVERSIDADE PORTUGUESA
O Leitor é, para quem o desconheça, o professor que, nas Universidades portuguesas, ensina línguas vivas. Por muito estranho que pareça, o professor de línguas vivas não é um professor universitário como os outros. Ao contrário do que legitimamente sucede com quem ensina grego ou latim clássicos, o docente que ensina alemão, espanhol, francês ou inglês não tem enquadramento senão como “pessoal especialmente contratado”. Tal categoria abrange somente casos excepcionais a que se acede por convite. Assim, na prática, o actual Estatuto da Carreira Docente Universitária teve para os Leitores alguns “efeitos colaterais”:
a) associou e associa a categoria de Leitor ao ensino das línguas vivas;
b) vedou e veda aos Leitores estrangeiros (inclusive aos cidadãos da UE) qualquer progressão na carreira académica – tal disposição viola claramente o número 2 do artigo 39.º. do Tratado de Roma, relativo à liberdade de circulação de trabalhadores;
c) obrigou e obriga os docentes de línguas vivas a assinar regularmente um contrato inicial por um ano, renovável sempre por três, sem que algum dia tenham possibilidade de conseguir um melhor contrato ou qualquer outra forma de vínculo contratual por parte da entidade empregadora;
d) incentivou e incentiva as provas académicas de todos os outros membros (inclusive de Assistentes convidados e Monitores), mas desmotivou das mesmas o Leitor (quase sempre trabalhador estrangeiro), que continuaria sempre Leitor, tornando-o o elo mais frágil de toda a função docente nas Universidades. Em consequência, o Leitor é hoje despedido, independentemente da qualidade dos serviços prestados à Universidade Portuguesa, unicamente porque pode ser despedido.
Este sistema pressupunha uma sociedade em que os empregos eram estáveis, os regimes gerais de trabalho em dedicação exclusiva, ou em tempo integral, e uma legislação que protegia o trabalhador nacional em detrimento do estrangeiro. Também a fragilidade contratual do Leitor não sobressaía da dos restantes colegas. A carreira universitária é quase a única (quer no direito da função pública quer no direito do trabalho) em que a progressão se faz exclusivamente por provas e concursos públicos e nela só se pode ter o vínculo da nomeação definitiva, depois de passados 2 anos na categoria final da carreira (como professor catedrático) ou 5 anos na categoria anterior (a de professor associado).
Ainda há muito pouco tempo, 75% dos professores universitários não tinham nomeação definitiva. Ora muita coisa mudou entretanto neste contexto frágil e tranquilo. Tornou-se frágil e sobressaltado. Os 75% referidos serão hoje menos, porque muitos foram sendo despedidos e outros terminaram as provas académicas. Assiste-se hoje a uma revolução calada nas universidades e todas as revoluções (sobretudo as caladas) são darwinianas, cruéis para os seus membros mais fracos, aqui, os leitores, impondo-se a fraqueza contratual à importância dos leitores no equilíbrio do ecossistema universitário. Hoje, o Leitor, nas universidades portuguesas, não conhece limites para o trabalho que tem de aceitar. Os seus contratos passaram a ser renováveis anualmente, apesar de estarem há décadas a ensinar na instituição. O Leitor pode ser despedido porque não tem doutoramento, como pode ser despedido apesar de ter doutoramento. Dá aulas na licenciatura, mas (até porque as licenciaturas em línguas se reduziram invariavelmente a três anos) também agora de mestrado, quando não seminários de doutoramento, mas sem as garantias ou direitos que ainda assim possuem os restantes colegas. Mais exemplos haveria, até porque o Leitor serve para tudo e a quase nada vai tendo direito. Porque ensina línguas vivas. Porque é Leitor. Porque daí não pode sair, como sucede a algumas castas.
Num quadro em que os alunos chegam à Universidade com tantas deficiências na aprendizagem de línguas estrangeiras e simultaneamente se pede a estas instituições que preparem professores, tradutores ou intérpretes em apenas 3 anos, os leitores são insubstituíveis. A questão dos Leitores é pois científica, jurídica e económica. Que professores e que profissionais se poderão formar com qualidade, capazes de competir, no mínimo, num contexto europeu? Talvez o estatuto de Leitor possa vir a ser substituído com vantagem pelo recrutamento de Santos, de preferência Milagreiros, que ficam ainda mais económicos. Talvez se pense que é até vantajoso transformar todos os docentes em Leitores. A avaliar pelo que tem sucedido aos Leitores que deixaram a Universidade, não.
A educação é, além do mais, do ponto de vista económico, um negócio estranho. Como todo o pai sabe, o negócio demora dez, vinte anos a dar frutos que se vejam. Depois, investe-se o dinheiro numas coisas e os lucros surgem de outras. E quem investe não é nunca quem recebe.
O mundo é uma Torre de Babel. A Universidade é uma das poucas instituições que tem como propósito maior garantir a compreensão entre os indivíduos. E os Leitores uma das suas maiores armas.
Maria Luísa Malato Borralho
Professora associada com agregação
(Faculdade de Letras da Universidade do Porto)
Tradução simultânea: Precisa-se (urgente)
Há pessoas que nascem com um dom especial para as línguas.
Este homem, quando fala, é um verdadeiro "sinhor".
Tenho a impressão de que o discurso era o mesmo, fosse na Polónia, Eslovénia, Alemanha, Marte ou Miranda do Douro.
Talvez a entoação e o sotaque mudassem um pouquinho...
Este homem, quando fala, é um verdadeiro "sinhor".
Tenho a impressão de que o discurso era o mesmo, fosse na Polónia, Eslovénia, Alemanha, Marte ou Miranda do Douro.
Talvez a entoação e o sotaque mudassem um pouquinho...
Saturday, March 14, 2009
Traduza você mesmo
Um pequeno e enfadonho exercício conceptual na arte da tradução do palavrão
From "The Sopranos" with love
the sopranos, uncensored. from victor solomon on Vimeo.
From "The Sopranos" with love
the sopranos, uncensored. from victor solomon on Vimeo.
Assunto encerrado (ou talvez adiado até à próxima asneira)
O que significa que isto é mesmo uma causa (coisa) séria para nós, "happy few", que se preocupam com o estado das coisas (causas), enquanto outros assobiam para o ar, como se nada se passasse.
A BabeldoJorge coloca, e bem, o dedo na ferida.
A BabeldoJorge coloca, e bem, o dedo na ferida.
Thursday, March 12, 2009
O Bom, O Mau e o Vilão: Ainda a propósito do Magalhães

'"Dirije o guindaste e copía o modelo" ou “Puxa e Larga uma peça por vês” são algumas frases com erros de português que podem ser lidas nos jogos didácticos e que são facilmente detectadas por crianças.
O problema terá ocorrido na tradução, que segundo o Expresso foi feita por um emigrante português, que vive desde os 10 anos em França e que só tem a 4ª classe.'
in Sic Online, disponível em
http://sic.aeiou.pt/online/noticias/pais/Erros+de+portugues+em+jogos+do+Magalhaes.htm
Ou ainda
1 - O Tux escondeu algumas coisas. Encontra-las na boa ordem.
2 - Dirije o guindaste e copía o modelo.
3 - Pega as imagens na esquerda e mete-las nos pontos vermelhos.
4 - Primeiro, organiza bem os elementos para poder contar-los.
5 - Quando acabas-te, carrega no botão OK.
6 - Abaixo da grua, vai achar quatro setas que te permitem de mexer os elementos.
7 - Com o teclado, escreve o número de pontos que vês nos dados que caêm.
8 - Tens a certeza que queres saír?
9 - Aprende a escrever texto num processador. Este processador é especial em que obriga o uso de estilos.
10 - Quando o tangram for dito frequentemente ser antigo, sua existência foi somente verificada em 1800.
[Fonte: Expresso]
in A Terceira Noite, disponível em http://aterceiranoite.wordpress.com/2009/03/10/magalhanes-em-10-licoes/
Lamento voltar ao assunto, mas há ainda umas coisinhas que precisava de esclarecer sobre isto.
Sei que corro o risco de tornar o assunto uma questão pessoal, estilo cruzada, mas há algumas verdades e constatações que podemos tirar de toda esta novela. Vejamos, portanto:
1. Afinal havia outro... como diz a canção.
2. Afinal a tradução já não terá sido apenas feita por um programa de tradução automática, mas sim por um humano. Óptimo, a continuidade da espécie humana está aqui assegurada.
3. É óbvio que havia necessidade de se encontrar um bode expiatório humano...
4. É óbvio também, e por muito que se diabolize a tradução automática, que aqueles erros jamais terão sido todos feitos por uma máquina ou programa informático.
5. A tradução automática é péssima, é claro, mas os erros que, normalmente, encontramos são de natureza semântica e sintáctica, e não tanto do foro morfológico, morfo-sintáctico, gramatical, whatever lhes queiramos chamar.
6. Daí, o elemento humano, homem/mulher... agente introdutor e validador do erro ou da asneira...
O problema terá ocorrido na tradução, que segundo o Expresso foi feita por um emigrante português, que vive desde os 10 anos em França e que só tem a 4ª classe.'
in Sic Online, disponível em
http://sic.aeiou.pt/online/noticias/pais/Erros+de+portugues+em+jogos+do+Magalhaes.htm
Ou ainda
1 - O Tux escondeu algumas coisas. Encontra-las na boa ordem.
2 - Dirije o guindaste e copía o modelo.
3 - Pega as imagens na esquerda e mete-las nos pontos vermelhos.
4 - Primeiro, organiza bem os elementos para poder contar-los.
5 - Quando acabas-te, carrega no botão OK.
6 - Abaixo da grua, vai achar quatro setas que te permitem de mexer os elementos.
7 - Com o teclado, escreve o número de pontos que vês nos dados que caêm.
8 - Tens a certeza que queres saír?
9 - Aprende a escrever texto num processador. Este processador é especial em que obriga o uso de estilos.
10 - Quando o tangram for dito frequentemente ser antigo, sua existência foi somente verificada em 1800.
[Fonte: Expresso]
in A Terceira Noite, disponível em http://aterceiranoite.wordpress.com/2009/03/10/magalhanes-em-10-licoes/
Lamento voltar ao assunto, mas há ainda umas coisinhas que precisava de esclarecer sobre isto.
Sei que corro o risco de tornar o assunto uma questão pessoal, estilo cruzada, mas há algumas verdades e constatações que podemos tirar de toda esta novela. Vejamos, portanto:
1. Afinal havia outro... como diz a canção.
2. Afinal a tradução já não terá sido apenas feita por um programa de tradução automática, mas sim por um humano. Óptimo, a continuidade da espécie humana está aqui assegurada.
3. É óbvio que havia necessidade de se encontrar um bode expiatório humano...
4. É óbvio também, e por muito que se diabolize a tradução automática, que aqueles erros jamais terão sido todos feitos por uma máquina ou programa informático.
5. A tradução automática é péssima, é claro, mas os erros que, normalmente, encontramos são de natureza semântica e sintáctica, e não tanto do foro morfológico, morfo-sintáctico, gramatical, whatever lhes queiramos chamar.
6. Daí, o elemento humano, homem/mulher... agente introdutor e validador do erro ou da asneira...
7. E, neste filme, o humano teve o azar de ser português, emigrante e a 4ª classe.
8. Sinceramente, tenho pena que este homem seja o elo mais fraco, como disse antes, desta perversa cadeia de transmissão do conhecimento associado a um bem de consumo.
9. E tenho pena que o humano seja, neste caso, crucificado ou, melhor ainda, exposto e sacrificado na praça pública, anónimo e "visivelmente invisível", personificando/encarnando na perfeição tudo o que de mau está associado à tradução.
10. Uma verdadeira homenagem ao "incompetente desconhecido". Perdoai-lhe, pois, já que a culpa não é sua. Uma coisa é ignorância; outra coisa, é incompetência.
11. E, no entanto, literalmente achincalhado, pejorativamente classificado como "emigrante" e "apenas com a 4ª classe", epítetos que toda essa gentinha "cobardemente correcta" usa e abusa para mostrar a sua alegada superioridade intelectual, moral, económica, social... "sacudindo, assim, a água do capote"...
12. Ser emigrante ou imigrante não é sinónimo de incompetência e falta de qualidade. Nem sequer um factor necessário para a análise qualitativa da tradução. Os tradutores são bons ou maus, não são emigrantes, nem cidadãos de primeira ou de segunda.
13. Ter a 4ª classe não é necessariamente sinónimo de tontice e boçalidade. Conheço muito boa gente com a 4ª classe que tem um discurso, inteligência e sensibilidade muito superiores aos senhores do Ministério da Educação e aos CEOs desse tão fantástico gigante do sucesso, a JP Sá Couto, verdadeiros responsáveis por este verdadeiro auto-de-fé em praça pública. De novo, uma coisa é ignorância; outra coisa é incompetência. E, neste caso concreto, graças a estes senhores, estamos perante um caso de lesa ______ (preencha o leitor o espaço em branco, por favor)
14. Porque o que está aqui verdadeiramente em causa é a tradicionalmente desastrosa política do "chico-esperto", cultora da incompetência, ganância e total falta de escrúpulos. Incompetência pura...
15. É claro ainda que, em última instância, todo este enredo revela a trágica situação de uma actividade nobre e honesta, a que muitos chamam (ou chamaram) "tradução", "mediação", "intermediação", "interpretação", seja lá o que for. E que agora chamam "localização", "engenharia de línguas", "indústria das línguas", "prestação de serviços de tradução"...
16. Ofício nobre e honesto, porque nele convergem valores e saberes que acompanharam e acompanham o Homem desde o início dos tempos. Valores de respeito, tolerância, ética, abertura ao "outro", diálogo, ligação, convergência, construção de pontes... era capaz de estar aqui a noite inteira a enumerar uma lista de conceitos que associo (ou associamos) ao labor/ofício/actividade/negócio da tradução.
17. A tradução não tem de ser necessariamente uma coisa negativa, associada a valores negativos e menores.
18. E, sinceramente, fico irritado com a forma como, desde sempre, quando se fala de tradução, há sempre esta construção, ficação, este discurso negativo, crítico e depreciativo que impera.
19. Não tenho procuração para defender os tradutores, meus pares. Sou apenas um profissional que está habituado a reconstruir com o discurso, aquilo que outros destroem com as suas palavras, actos, gestos... Sou, além disso, um formador que gosta de partilhar conhecimentos, competências e saberes com os seus alunos, dentro de uma perspectiva profissional e qualitativamente sustentada, baseada numa experiência de vida orientada para a prestação de um serviço que considero crucial, rigoroso e apaixonante.
20. Mas fico possesso quando nos envolvem nesta cadeia perversa, como se fôssemos os pobrezinhos, os parentes pobres, os néscios ou os coitadinhos que aspiram por um lugar ao sol, junto dos privilegiados e iluminados.
21. E fico furibundo quando nos afastam, ou somos afastados, dos processos de decisão e justificação, no fundo, quando nos cortam a palavra.
22. Este é, de facto, o espelho da realidade socioprofissional de uma actividade a que muitos chamam "tradução".
23. Há bons e maus tradutores, como há bons e maus médicos, ministros, professores, treinadores.
24. É lógico que há péssimos tradutores que se intitulam profissionais e que, com os seus actos, acabam por fazer tanto pela reputação da "classe" como o desgraçado e infeliz emigrante que teve o azar de estar no sítio errado, no momento errado.
25. Mas há excelentes tradutores que batalham todos os dias contra esse gente esclarecida que constrói Magalhães, elabora relatórios e contas, redige sentenças ou cartas rogatórias, fabrica prédios e centros comerciais ou legisla nos gabinetes.
26. Reparem que não falo só dos tradutores literários. Não me interessa aqui valorizar ou desvalorizar áreas e domínios de actividade. Falo sobretudo dessa multidão anónima que vive, tantas vezes, abaixo do nível das águas, no subsolo e no esquecimento, em total precariedade e ansiedade, que luta diariamente contra o anátema do desprestígio, desvalorização, subalternidade, inferioridade, palavras que são frequentemente lançadas, pela sociedade ou pelos clientes, para as costas do tradutor.
27. "Não gostei nada daquela tradução", "Era capaz de fazer melhor", "O tradutor não percebeu nada", "Não é assim que se diz", "Tive que mandar fazer tudo de novo", "É tão caro. O meu cão, que é bilíngue, fazia isso com uma perna às costas", "Tenho uma prima, que dá explicações e tem um curso de línguas, que me escreve os emails para os clientes de graça," etc, etc, são comentários que todos nos habituámos a ouvir.
28. O Magalhães é, portanto, e apenas, a metáfora da nossa existência.
Algures entre Sísifo e Tântalo, numa tensão constante entre o visível e invisível, somos, e sabemos ser, absolutamente indispensáveis, verdadeiro dínamo, roda motriz e elemento catalisador da sociedade e, no entanto, tristemente condenados a errar sem destino e sem lar, desenraizados e ostracizados por aqueles que nos acolhem e, ao mesmo tempo, nos apagam, muito convenientemente, através de uma simples tecla "Delete" (Apagar).
8. Sinceramente, tenho pena que este homem seja o elo mais fraco, como disse antes, desta perversa cadeia de transmissão do conhecimento associado a um bem de consumo.
9. E tenho pena que o humano seja, neste caso, crucificado ou, melhor ainda, exposto e sacrificado na praça pública, anónimo e "visivelmente invisível", personificando/encarnando na perfeição tudo o que de mau está associado à tradução.
10. Uma verdadeira homenagem ao "incompetente desconhecido". Perdoai-lhe, pois, já que a culpa não é sua. Uma coisa é ignorância; outra coisa, é incompetência.
11. E, no entanto, literalmente achincalhado, pejorativamente classificado como "emigrante" e "apenas com a 4ª classe", epítetos que toda essa gentinha "cobardemente correcta" usa e abusa para mostrar a sua alegada superioridade intelectual, moral, económica, social... "sacudindo, assim, a água do capote"...
12. Ser emigrante ou imigrante não é sinónimo de incompetência e falta de qualidade. Nem sequer um factor necessário para a análise qualitativa da tradução. Os tradutores são bons ou maus, não são emigrantes, nem cidadãos de primeira ou de segunda.
13. Ter a 4ª classe não é necessariamente sinónimo de tontice e boçalidade. Conheço muito boa gente com a 4ª classe que tem um discurso, inteligência e sensibilidade muito superiores aos senhores do Ministério da Educação e aos CEOs desse tão fantástico gigante do sucesso, a JP Sá Couto, verdadeiros responsáveis por este verdadeiro auto-de-fé em praça pública. De novo, uma coisa é ignorância; outra coisa é incompetência. E, neste caso concreto, graças a estes senhores, estamos perante um caso de lesa ______ (preencha o leitor o espaço em branco, por favor)
14. Porque o que está aqui verdadeiramente em causa é a tradicionalmente desastrosa política do "chico-esperto", cultora da incompetência, ganância e total falta de escrúpulos. Incompetência pura...
15. É claro ainda que, em última instância, todo este enredo revela a trágica situação de uma actividade nobre e honesta, a que muitos chamam (ou chamaram) "tradução", "mediação", "intermediação", "interpretação", seja lá o que for. E que agora chamam "localização", "engenharia de línguas", "indústria das línguas", "prestação de serviços de tradução"...
16. Ofício nobre e honesto, porque nele convergem valores e saberes que acompanharam e acompanham o Homem desde o início dos tempos. Valores de respeito, tolerância, ética, abertura ao "outro", diálogo, ligação, convergência, construção de pontes... era capaz de estar aqui a noite inteira a enumerar uma lista de conceitos que associo (ou associamos) ao labor/ofício/actividade/negócio da tradução.
17. A tradução não tem de ser necessariamente uma coisa negativa, associada a valores negativos e menores.
18. E, sinceramente, fico irritado com a forma como, desde sempre, quando se fala de tradução, há sempre esta construção, ficação, este discurso negativo, crítico e depreciativo que impera.
19. Não tenho procuração para defender os tradutores, meus pares. Sou apenas um profissional que está habituado a reconstruir com o discurso, aquilo que outros destroem com as suas palavras, actos, gestos... Sou, além disso, um formador que gosta de partilhar conhecimentos, competências e saberes com os seus alunos, dentro de uma perspectiva profissional e qualitativamente sustentada, baseada numa experiência de vida orientada para a prestação de um serviço que considero crucial, rigoroso e apaixonante.
20. Mas fico possesso quando nos envolvem nesta cadeia perversa, como se fôssemos os pobrezinhos, os parentes pobres, os néscios ou os coitadinhos que aspiram por um lugar ao sol, junto dos privilegiados e iluminados.
21. E fico furibundo quando nos afastam, ou somos afastados, dos processos de decisão e justificação, no fundo, quando nos cortam a palavra.
22. Este é, de facto, o espelho da realidade socioprofissional de uma actividade a que muitos chamam "tradução".
23. Há bons e maus tradutores, como há bons e maus médicos, ministros, professores, treinadores.
24. É lógico que há péssimos tradutores que se intitulam profissionais e que, com os seus actos, acabam por fazer tanto pela reputação da "classe" como o desgraçado e infeliz emigrante que teve o azar de estar no sítio errado, no momento errado.
25. Mas há excelentes tradutores que batalham todos os dias contra esse gente esclarecida que constrói Magalhães, elabora relatórios e contas, redige sentenças ou cartas rogatórias, fabrica prédios e centros comerciais ou legisla nos gabinetes.
26. Reparem que não falo só dos tradutores literários. Não me interessa aqui valorizar ou desvalorizar áreas e domínios de actividade. Falo sobretudo dessa multidão anónima que vive, tantas vezes, abaixo do nível das águas, no subsolo e no esquecimento, em total precariedade e ansiedade, que luta diariamente contra o anátema do desprestígio, desvalorização, subalternidade, inferioridade, palavras que são frequentemente lançadas, pela sociedade ou pelos clientes, para as costas do tradutor.
27. "Não gostei nada daquela tradução", "Era capaz de fazer melhor", "O tradutor não percebeu nada", "Não é assim que se diz", "Tive que mandar fazer tudo de novo", "É tão caro. O meu cão, que é bilíngue, fazia isso com uma perna às costas", "Tenho uma prima, que dá explicações e tem um curso de línguas, que me escreve os emails para os clientes de graça," etc, etc, são comentários que todos nos habituámos a ouvir.
28. O Magalhães é, portanto, e apenas, a metáfora da nossa existência.
Algures entre Sísifo e Tântalo, numa tensão constante entre o visível e invisível, somos, e sabemos ser, absolutamente indispensáveis, verdadeiro dínamo, roda motriz e elemento catalisador da sociedade e, no entanto, tristemente condenados a errar sem destino e sem lar, desenraizados e ostracizados por aqueles que nos acolhem e, ao mesmo tempo, nos apagam, muito convenientemente, através de uma simples tecla "Delete" (Apagar).
Tuesday, March 10, 2009
Sobre tradução de poesia (poema mudado para português por Herberto Helder)
Sobre tradução de poesia
(Zbigniew Herbert)
Zumbindo um besouro pousa
numa flor e encurva
o caule delgado
e anda por entre filas de pétalas folhas
de dicionários
e vai direito ao centro
do aroma e da doçura
e embora transtornado perca
o sentido do gosto
continua
até bater com a cabeça
no pistilo amarelo
e agora o difícil o mais extremo
penetrar floramente através
dos cálices até
à raiz e depois bêbado e glorioso
zumbir forte:
penetrei dentro dentro dentro
e mostrar aos cépticos a cabeça
coberta de ouro
de polén
Herberto Helder, in Ouolof (poemas mudados para português)
(Zbigniew Herbert)
Zumbindo um besouro pousa
numa flor e encurva
o caule delgado
e anda por entre filas de pétalas folhas
de dicionários
e vai direito ao centro
do aroma e da doçura
e embora transtornado perca
o sentido do gosto
continua
até bater com a cabeça
no pistilo amarelo
e agora o difícil o mais extremo
penetrar floramente através
dos cálices até
à raiz e depois bêbado e glorioso
zumbir forte:
penetrei dentro dentro dentro
e mostrar aos cépticos a cabeça
coberta de ouro
de polén
Herberto Helder, in Ouolof (poemas mudados para português)
Monday, March 09, 2009
Quando a cabeça (do cliente) não tem juízo, o tradutor é que paga...
Eu já sabia, tinha cá um pressentimento, de que, lá no fundo, no fundo, esta bronca do Magalhães ainda ia sobrar para nós... o elo mais fraco, a modos que bode expiatório, ou seja, o tradutorzeco, melhor ainda, a traduçãozeca, essa coisa sem importância e menor, que se faz, assim com uma máquina, tipo merceeiro, e que depois se corrige à mão e em cima do joelho, para dar o toque ou retoque (tipo bate-chapas) final...
Mas o cliente tem sempre razão, e a ganância e a ânsia do lucro fácil dos progenitores do Magalhães é, a todos os títulos, exemplar. Que se lixe o "sofeteuére", que se lixe o "ardeuére" e os manuais de instruções, "elpefailes" e "faques", que se lixe o joguinho e que se lixe se as criancinhas conseguem ou não perceber as suas regrinhas e jogar o dito joguinho, ou mesmo ler as suas instruções... lixo literário inferior, por certo, filho de um deus menor. Afinal de contas, é mesmo muito fácil traduzir... e então tratando-se de instruções, qualquer pessoa está habilitada a tal, desde o Tino de Rãs, até ao Papa Bento XVI, passando, é claro, por Manuel Alegre ou pelo próprio José Mourinho.
Ah, a célebre e tão elogiada "localização", que ninguém percebe o que é, que ninguém sabe o que é, mas que toda a gente pratica de forma "inconciente" e abre a boca até às goelas de tanto fascínio e sedução... (bocejo...)
Valha-nos São Jerónimo.
Mas o cliente tem sempre razão, e a ganância e a ânsia do lucro fácil dos progenitores do Magalhães é, a todos os títulos, exemplar. Que se lixe o "sofeteuére", que se lixe o "ardeuére" e os manuais de instruções, "elpefailes" e "faques", que se lixe o joguinho e que se lixe se as criancinhas conseguem ou não perceber as suas regrinhas e jogar o dito joguinho, ou mesmo ler as suas instruções... lixo literário inferior, por certo, filho de um deus menor. Afinal de contas, é mesmo muito fácil traduzir... e então tratando-se de instruções, qualquer pessoa está habilitada a tal, desde o Tino de Rãs, até ao Papa Bento XVI, passando, é claro, por Manuel Alegre ou pelo próprio José Mourinho.
Ah, a célebre e tão elogiada "localização", que ninguém percebe o que é, que ninguém sabe o que é, mas que toda a gente pratica de forma "inconciente" e abre a boca até às goelas de tanto fascínio e sedução... (bocejo...)
Valha-nos São Jerónimo.
Friday, February 20, 2009
Cuidado - Língua em Extinção
Atlas da Unesco das línguas ameaçadas ou em risco de extinção.
New edition of UNESCO’s Atlas of the World's Languages in Danger
New edition of UNESCO’s Atlas of the World's Languages in Danger
Wednesday, February 18, 2009
SURVEY: THE USE OF TERMINOLOGY MANAGEMENT SYSTEMS INTEGRATED TO TEnTS
A quem possa interessar
We are conducting a research project based at the University of Ottawa to learn more about how language professionals manage terminology within Translation Environment Tools. We would like to invite you to participate in this study.
If you are a language professional who works with Translation Environment Tools (e.g. Déjà Vu, SDL TRADOS, MultiTrans, WordFast, OmegaT), we need your help!
Q: Will it take long?
A: No – only about 15-20 minutes of your time.
Q: Do I have to give my name or contact details?
A: No – you can remain completely anonymous.
Q: What do I have to do?
A: Answer a short survey on how you manage terminology.
Q: What if my answers aren’t right?
A: There are no wrong answers! We want to know about YOUR practices. It doesn’t matter how anyone else responds. Just give us your honest opinion.
Q: What will the outcome of this project be?
A: We hope to achieve a better understanding of the terminology-related needs of language professionals, and to determine whether or how terminology management can be optimized when integrated within Translation Environment Tools.
Q: Where can I find out more?
A: Attached to this message you will find a Letter of Information. If you have any further questions, feel free to contact the researchers Professor Lynne Bowker (lbowker@uottawa.ca) or Ms. Marta Gómez Palou (mgome006@uottawa.ca).
Q: I’d like to participate – how do I start?
A: You’ll find everything you need on the Survey Monkey website
https://www.surveymonkey.com/s.aspx?sm=0hu46J4X9fWC3HgxY_2fkRMw_3d_3d
Just click the above link and follow the instructions on the screen.
Q: Where can I check the results?
A: When you finish the survey you will see a summary of the results at that moment. You can check the final results just by clicking on the following link
https://www.surveymonkey.com/sr.aspx?sm=k1tbSqksMQtnkwhhRROZFC2u_2fS_2f9KrBvinXbYxMrZbs_3d
after March 8, 2009.
Q: Do I have to fill out the survey right away?
A: That would be great! If you can't answer it now, the survey will be open until March 8, 2009. To complete it, you only need to click on the following link
https://www.surveymonkey.com/s.aspx?sm=0hu46J4X9fWC3HgxY_2fkRMw_3d_3d
Thank you for your time. YOU can make a difference in helping us to better understand and meet the terminology-management-related needs of language professionals.
We are conducting a research project based at the University of Ottawa to learn more about how language professionals manage terminology within Translation Environment Tools. We would like to invite you to participate in this study.
If you are a language professional who works with Translation Environment Tools (e.g. Déjà Vu, SDL TRADOS, MultiTrans, WordFast, OmegaT), we need your help!
Q: Will it take long?
A: No – only about 15-20 minutes of your time.
Q: Do I have to give my name or contact details?
A: No – you can remain completely anonymous.
Q: What do I have to do?
A: Answer a short survey on how you manage terminology.
Q: What if my answers aren’t right?
A: There are no wrong answers! We want to know about YOUR practices. It doesn’t matter how anyone else responds. Just give us your honest opinion.
Q: What will the outcome of this project be?
A: We hope to achieve a better understanding of the terminology-related needs of language professionals, and to determine whether or how terminology management can be optimized when integrated within Translation Environment Tools.
Q: Where can I find out more?
A: Attached to this message you will find a Letter of Information. If you have any further questions, feel free to contact the researchers Professor Lynne Bowker (lbowker@uottawa.ca) or Ms. Marta Gómez Palou (mgome006@uottawa.ca).
Q: I’d like to participate – how do I start?
A: You’ll find everything you need on the Survey Monkey website
https://www.surveymonkey.com/s.aspx?sm=0hu46J4X9fWC3HgxY_2fkRMw_3d_3d
Just click the above link and follow the instructions on the screen.
Q: Where can I check the results?
A: When you finish the survey you will see a summary of the results at that moment. You can check the final results just by clicking on the following link
https://www.surveymonkey.com/sr.aspx?sm=k1tbSqksMQtnkwhhRROZFC2u_2fS_2f9KrBvinXbYxMrZbs_3d
after March 8, 2009.
Q: Do I have to fill out the survey right away?
A: That would be great! If you can't answer it now, the survey will be open until March 8, 2009. To complete it, you only need to click on the following link
https://www.surveymonkey.com/s.aspx?sm=0hu46J4X9fWC3HgxY_2fkRMw_3d_3d
Thank you for your time. YOU can make a difference in helping us to better understand and meet the terminology-management-related needs of language professionals.
Tuesday, February 17, 2009
3º HOT - Tradução Jurídica
3º SEMINÁRIO HOT – Hands-on Translation (Tradução Jurídica)
Numa iniciativa conjunta dos seus departamentos de Estudos Ingleses e Norte-Americanos (DEINA) e de Estudos Franceses (DEF), o Instituto de Letras e Ciências Humanas (ILCH) da Universidade do Minho apresenta, nos próximos dias 27 e 28 de Fevereiro de 2009, o seu 3º Seminário HOT na área da Tradução, subordinado ao tema: Tradução Jurídica / Documentos de Especialidade no Domínio da Tradução Jurídica.
Para mais informações, consultar o sítio oficial do evento em
http://ceh.ilch.uminho.pt/hot/
Numa iniciativa conjunta dos seus departamentos de Estudos Ingleses e Norte-Americanos (DEINA) e de Estudos Franceses (DEF), o Instituto de Letras e Ciências Humanas (ILCH) da Universidade do Minho apresenta, nos próximos dias 27 e 28 de Fevereiro de 2009, o seu 3º Seminário HOT na área da Tradução, subordinado ao tema: Tradução Jurídica / Documentos de Especialidade no Domínio da Tradução Jurídica.
Para mais informações, consultar o sítio oficial do evento em
http://ceh.ilch.uminho.pt/hot/
Sunday, February 15, 2009
Tuesday, February 10, 2009
Mind your English
Saturday, February 07, 2009
Você disse "precariedade"?
Afinal, este não é um só problema nosso...
BRUSSELS, 12 December 2008
Press release
PRECARIOUS WORKING CONDITIONS JEOPARDISE QUALITY OF TRANSLATED LITERATURE
The European Council of Literary Translators’ Associations (CEATL) announces the publication of its comparative study of European literary translators’ social and economic conditions, carried out in 2007–2008, the first survey of its kind. The main conclusion: nowhere in Europe can literary translators make a living under the conditions imposed on them by “the market”; in many countries (including some of the wealthiest), their situation can only be described as catastrophic. This is a serious social problem on a continent that prides itself in being developed, multicultural and multilingual, but it is also, and above all, a major artistic and cultural problem. What are the implications for the quality of literary exchanges between our societies if literary translators have to dash off their work in haste in order to keep body and soul together?
To download the study, go to:
www.ceatl.eu/docs/surveyuk.pdf (English)
or
www.ceatl.eu/docs/surveyfr.pdf (French).
The publication of this study coincides with the launch of CEATL’s revamped website, which is now at www.ceatl.eu.
BRUSSELS, 12 December 2008
Press release
PRECARIOUS WORKING CONDITIONS JEOPARDISE QUALITY OF TRANSLATED LITERATURE
The European Council of Literary Translators’ Associations (CEATL) announces the publication of its comparative study of European literary translators’ social and economic conditions, carried out in 2007–2008, the first survey of its kind. The main conclusion: nowhere in Europe can literary translators make a living under the conditions imposed on them by “the market”; in many countries (including some of the wealthiest), their situation can only be described as catastrophic. This is a serious social problem on a continent that prides itself in being developed, multicultural and multilingual, but it is also, and above all, a major artistic and cultural problem. What are the implications for the quality of literary exchanges between our societies if literary translators have to dash off their work in haste in order to keep body and soul together?
To download the study, go to:
www.ceatl.eu/docs/surveyuk.pdf (English)
or
www.ceatl.eu/docs/surveyfr.pdf (French).
The publication of this study coincides with the launch of CEATL’s revamped website, which is now at www.ceatl.eu.
Friday, February 06, 2009
Conferência de Sue Ellen Wright
Conferência de Sue Ellen Wright, sobre Tradução Técnica, Científica e de Medicina (15 de Janeiro de 2009)
Disponível aqui: http://www.accordent.umontreal.ca/20090115-114727-1/
Ou aqui:
http://www.ling.umontreal.ca/conference-midi/index.html
Disponível aqui: http://www.accordent.umontreal.ca/20090115-114727-1/
Ou aqui:
http://www.ling.umontreal.ca/conference-midi/index.html
Thursday, February 05, 2009
Serviço público
Compendium of Translation Software - directory of commercial machine translation systems and computer-aided translation support tools, compiled by John Hutchins on behalf of the European Association forMachine Translation and the International Association for MachineTranslation
URL: http://www.hutchinsweb.me.uk/Compendium.htm
Sobre a edição mais recente (No. 15):
"This directory is intended to provide the most comprehensive and detailed listing of all known systems of machine translation andcomputer-based translation support tools that are currently available for purchase from stores, by mail or via the Internet. It should be noted that it does not include any systems still under development (or reported to be close to market), nor does it include any systems or translation tools of limited availability, such as systems developed for particular clients by software or other companies."
URL: http://www.hutchinsweb.me.uk/Compendium.htm
Sobre a edição mais recente (No. 15):
"This directory is intended to provide the most comprehensive and detailed listing of all known systems of machine translation andcomputer-based translation support tools that are currently available for purchase from stores, by mail or via the Internet. It should be noted that it does not include any systems still under development (or reported to be close to market), nor does it include any systems or translation tools of limited availability, such as systems developed for particular clients by software or other companies."
Friday, January 30, 2009
Mais uma boa notícia
Afinal, não somos apenas um país de marinheiros.
Também damos novas línguas ao mundo.
Uma nova vaga de «jovens tradutores» será convidada a visitar Bruxelas em Abril para receber das mãos do Comissário Europeu do multilinguismo, Leonard Orban, um prémio para a melhor tradução. Os nomes dos 27 vencedores do concurso «Juvenes Translatores» realizado pela Comissão Europeia foram hoje divulgados no sítio Internet do concurso, juntamente com as traduções vencedoras. O vencedor em Portugal foi Luís Filipe Machado Costa, aluno do Colégio Nossa Senhora da Assunção, na Anadia.
Concurso de tradução Juvenes Translatores: sítio Internet
http://ec.europa.eu/translation/contest/index_pt.htm
Mapa com as cidades dos vencedores:
http://ec.europa.eu/translation/contest/press_pt.htm
Direcção-Geral da Tradução:
http://ec.europa.eu/dgs/translation/index_en.htm
Línguas na UE:
http://europa.eu/languages/pt/home
Também damos novas línguas ao mundo.
Uma nova vaga de «jovens tradutores» será convidada a visitar Bruxelas em Abril para receber das mãos do Comissário Europeu do multilinguismo, Leonard Orban, um prémio para a melhor tradução. Os nomes dos 27 vencedores do concurso «Juvenes Translatores» realizado pela Comissão Europeia foram hoje divulgados no sítio Internet do concurso, juntamente com as traduções vencedoras. O vencedor em Portugal foi Luís Filipe Machado Costa, aluno do Colégio Nossa Senhora da Assunção, na Anadia.
Concurso de tradução Juvenes Translatores: sítio Internet
http://ec.europa.eu/translation/contest/index_pt.htm
Mapa com as cidades dos vencedores:
http://ec.europa.eu/translation/contest/press_pt.htm
Direcção-Geral da Tradução:
http://ec.europa.eu/dgs/translation/index_en.htm
Línguas na UE:
http://europa.eu/languages/pt/home
Friday, January 23, 2009
Sunday, January 11, 2009
O ridículo do politicamente correcto (parte 2)
E não é que a coisa se propaga...Agora é em terras de Sua Majestade...
"Don’t use the S-word. This is a place of learning, not a school
Critics condemn show of ‘political correctness’"
Artigo publicado no "The Times", de 3 de Janeiro do corrente, aqui.
Monday, December 29, 2008
Sunday, November 23, 2008
Para os fâs dos Monty Python (e não só)
Uma boa notícia, sem dúvida.
Até porque, hoje em dia, e infelizmente, cultura e humor inteligente parecem que "mordem".... e depois a "jumentude" (como dizia um amigo meu) está cada vez mais cinzenta, fugindo destas coisas "como o diabo da cruz". Já nem os "Gatos" nos salvam.
Até porque, hoje em dia, e infelizmente, cultura e humor inteligente parecem que "mordem".... e depois a "jumentude" (como dizia um amigo meu) está cada vez mais cinzenta, fugindo destas coisas "como o diabo da cruz". Já nem os "Gatos" nos salvam.
Saturday, November 15, 2008
A day in the life of an interpreter
Um documento bastante útil e de grande valor para quem quer saber o que é tradução e interpretação.
Friday, November 14, 2008
O meu problema de expressão
Para parar de dizer que a Língua Portuguesa é complicada, leia em voz alta:
Três bruxas olham para três relógios Swatch. Qual bruxa olha para qual relógio Swatch?
E agora em Inglês:
Three witches watch three Swatch watches. Which witch watch which Swatch watch.
Foi fácil? Então agora para os especialistas:
Três bruxas suecas e transsexuais olham para os botões de três relógios Swatch suíços. Qual bruxa sueca transsexual olha para qual botão de qual relógio Swatch suíço?
E agora em Inglês:
Three Swedish switched witches watch three Swiss Swatch watch switches. Which Swedish switched witch watch which Swiss Swatch watch witch?
Conseguiu?
Não? Então pronto. Pare de dizer que a Língua Portuguesa é complicada!
Três bruxas olham para três relógios Swatch. Qual bruxa olha para qual relógio Swatch?
E agora em Inglês:
Three witches watch three Swatch watches. Which witch watch which Swatch watch.
Foi fácil? Então agora para os especialistas:
Três bruxas suecas e transsexuais olham para os botões de três relógios Swatch suíços. Qual bruxa sueca transsexual olha para qual botão de qual relógio Swatch suíço?
E agora em Inglês:
Three Swedish switched witches watch three Swiss Swatch watch switches. Which Swedish switched witch watch which Swiss Swatch watch witch?
Conseguiu?
Não? Então pronto. Pare de dizer que a Língua Portuguesa é complicada!
Wednesday, November 05, 2008
A NOVA LÍNGUA PORTUGUESA
Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar aos pretos 'afro-americanos', com vista a acabar com as raças por via gramatical - isto tem sido um fartote pegado!
As criadas dos anos 70 passaram a 'empregadas domésticas' e preparam-se agora para receber menção de 'auxiliares de apoio doméstico' .
De igual modo, extinguiram-se nas escolas os 'contínuos 'passaram todos a 'auxiliares da acção educativa'.
Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por 'delegados de informação médica'.
E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em 'técnicos de vendas'.
O aborto eufemizou-se em 'interrupção voluntária da gravidez';
Os gangs étnicos são 'grupos de jovens'
Os operários fizeram-se de repente 'colaboradores';
As fábricas, essas, vistas de dentro são 'unidades produtivas'e vistas da estranja são 'centros de decisão nacionais'.
O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à 'iliteracia' galopante.
Desapareceram dos comboios as 1.ª e 2.ª classes, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes 'Conforto' e 'Turística'.
A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.
Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um 'comportamento disfuncional hiperactivo'
Do mesmo modo, e para felicidade dos 'encarregados de educação' , os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, 'crianças de desenvolvimento instável'.
Ainda há cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado 'invisual'. (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o 'politicamente correcto' marimba-se para as regras gramaticais...)
As putas passaram a ser 'senhoras de alterne'.
Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em 'implementações', 'posturas pró-activas', 'políticas fracturantes' e outros barbarismos da linguagem.
E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico.
Estamos lixados com este 'novo português'; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress. Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma 'politicamente correcta'.
E na linha do modernismo linguístico, como se chama uma mulher que tenta destruir a educação em Portugal?
Ministra !
Antigamente, quando havia democracia, chamava-se Ex-ministra.
As criadas dos anos 70 passaram a 'empregadas domésticas' e preparam-se agora para receber menção de 'auxiliares de apoio doméstico' .
De igual modo, extinguiram-se nas escolas os 'contínuos 'passaram todos a 'auxiliares da acção educativa'.
Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por 'delegados de informação médica'.
E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em 'técnicos de vendas'.
O aborto eufemizou-se em 'interrupção voluntária da gravidez';
Os gangs étnicos são 'grupos de jovens'
Os operários fizeram-se de repente 'colaboradores';
As fábricas, essas, vistas de dentro são 'unidades produtivas'e vistas da estranja são 'centros de decisão nacionais'.
O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à 'iliteracia' galopante.
Desapareceram dos comboios as 1.ª e 2.ª classes, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes 'Conforto' e 'Turística'.
A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.
Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um 'comportamento disfuncional hiperactivo'
Do mesmo modo, e para felicidade dos 'encarregados de educação' , os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, 'crianças de desenvolvimento instável'.
Ainda há cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado 'invisual'. (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o 'politicamente correcto' marimba-se para as regras gramaticais...)
As putas passaram a ser 'senhoras de alterne'.
Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em 'implementações', 'posturas pró-activas', 'políticas fracturantes' e outros barbarismos da linguagem.
E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico.
Estamos lixados com este 'novo português'; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress. Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma 'politicamente correcta'.
E na linha do modernismo linguístico, como se chama uma mulher que tenta destruir a educação em Portugal?
Ministra !
Antigamente, quando havia democracia, chamava-se Ex-ministra.
Thursday, October 16, 2008
WordChamp - recurso para aprender línguas
O WordChamp é um website especializado em recursos para professores e alunos de línguas estrangeiras que lançou recentemente uma ferramenta que permite a leitura de websites estrangeiros sem ajuda de um dicionário tradicional. Primeiro, o leitor escolhe o site que deseja ler, por exemplo o jornal The Times. Em seguida, o leitor passa o cursor em cima das palavras que não conhece e o programa mostra uma janela pop-up com as definições. Além disso, é possível ouvir a pronúncia correta da palavra. A ferramenta é fácil de usar e está disponível em várias línguas. Para aceder, clique aqui.
Wednesday, October 15, 2008
Wednesday, October 08, 2008
'O POLIGROTA'
*É verdade matemática que ninguém pódi negá, **
que essa história de gramática só serve pra atrapaiá.
Inda vem língua estrangêra ajudá a compricá.
Meió nóis cabá cum isso pra todos podê falá.
Na Ingraterra ouví dizê que um pé de sapato é xu.
Desde logo já se vê, dois pé deve sê xuxu.
Xuxu pra nóis é um legume que cresce sorto no mato.
Os ingrêis lá que se arrume, mas nóis num come sapato.
Na Itália dizem até, eu não sei por que razão,
que como mantêga é burro, se passa burro no pão.
Desse jeito pra mim chega, sarve a vida no sertão,
onde mantêga é mantêga, burro é burro e pão é pão.
Na Argentina, veja ocêis, um saco é um paletó.
Se o gringo toma chuva tem que pô o saco no sór.
E se acaso o dito encóie, a muié diz o pió:
''Teu saco ficô piqueno, vê se arranja ôtro maió'...
Na América corpo é bódi. Veja que bódi vai dá.
Conheci uma americana doida pro bódi emprestá.
Fiquei meio atrapaiado e disse pra me escapá:
Ói, moça, eu não sou cabra, chega seu bódi pra lá!
Na Alemanha tudo é bundes. Bundesliga, bundesbão.
Muita bundes só confunde, disnorteia o coração.
Alemão qué inventá o que Deus criou primêro.
É pecado espaiá o que tem lugar certêro.
No Chile cueca é dança de balançá e rodá.
Lá se dança e baila cueca inté a noite acabá.
Mas se um dia um chileno vié pro Brasir dançá,
que tente mostrá a cueca pra vê onde vai pará.
Uma gravata isquisita um certo francês me deu.
Perguntei, onde se bota? E o danado respondeu.
Eu sou home confirmado, acho que num entendeu,
Seu francês mar educado, bota a gravata no seu!
Pra terminar eu confirmo, tem que se tê posição.
Ô nóis fala a nossa língua, ô num fala nada não.
O que num pode é um povo fazê papér de idiota,
dizendo tudo que é novo só pra falá poligrota... *
* (Autor desconhecido)*
que essa história de gramática só serve pra atrapaiá.
Inda vem língua estrangêra ajudá a compricá.
Meió nóis cabá cum isso pra todos podê falá.
Na Ingraterra ouví dizê que um pé de sapato é xu.
Desde logo já se vê, dois pé deve sê xuxu.
Xuxu pra nóis é um legume que cresce sorto no mato.
Os ingrêis lá que se arrume, mas nóis num come sapato.
Na Itália dizem até, eu não sei por que razão,
que como mantêga é burro, se passa burro no pão.
Desse jeito pra mim chega, sarve a vida no sertão,
onde mantêga é mantêga, burro é burro e pão é pão.
Na Argentina, veja ocêis, um saco é um paletó.
Se o gringo toma chuva tem que pô o saco no sór.
E se acaso o dito encóie, a muié diz o pió:
''Teu saco ficô piqueno, vê se arranja ôtro maió'...
Na América corpo é bódi. Veja que bódi vai dá.
Conheci uma americana doida pro bódi emprestá.
Fiquei meio atrapaiado e disse pra me escapá:
Ói, moça, eu não sou cabra, chega seu bódi pra lá!
Na Alemanha tudo é bundes. Bundesliga, bundesbão.
Muita bundes só confunde, disnorteia o coração.
Alemão qué inventá o que Deus criou primêro.
É pecado espaiá o que tem lugar certêro.
No Chile cueca é dança de balançá e rodá.
Lá se dança e baila cueca inté a noite acabá.
Mas se um dia um chileno vié pro Brasir dançá,
que tente mostrá a cueca pra vê onde vai pará.
Uma gravata isquisita um certo francês me deu.
Perguntei, onde se bota? E o danado respondeu.
Eu sou home confirmado, acho que num entendeu,
Seu francês mar educado, bota a gravata no seu!
Pra terminar eu confirmo, tem que se tê posição.
Ô nóis fala a nossa língua, ô num fala nada não.
O que num pode é um povo fazê papér de idiota,
dizendo tudo que é novo só pra falá poligrota... *
* (Autor desconhecido)*
Friday, September 12, 2008
Thursday, September 11, 2008
Il dolce far niente

Italian call to use less English
Italians are quite used to feeling "lo stress", looking forward to "il weekend" or trying to look "cool".
But now an influential cultural institute has asked Italians to protect the language and reject "Anglitaliano".
The Dante Alighieri Society asked people for examples of over-used foreign words and "il weekend" emerged as the worst offender.
The society said the results showed that Italians want their language to receive more respect.
For four months, the society asked visitors to its website, 70% of whom were Italians, for inappropriate examples of foreign words being used in everyday Italian, either written or spoken.
People think it's chic to use English words, but I don't like it at all Maria, travel agent
"Who would have thought it - Italians protesting against 'il weekend'," said the institute, the Italian version of the French language protection body the Academie Francaise
The least popular word was found to be "weekend", receiving 11% of the votes.
"Too short? No, just not Italian enough," the society adds.
They said it was pointless to use an English word, however elegant, when the Italian expression "fine settimana" means exactly the same thing.
'More respect'
The second least popular word was "OK", which respondents to the survey thought was too informal and unprofessional.
LEAST POPULAR ENGLISH WORDS
weekend 11%
OK 10%
welfare 8%
briefing 5%
mission 4%
location, bookshop, devolution 3%
computer, know-how, privacy, shopping 2%
Several unpopular terms came from business and politics, with "briefing" gaining 5% of the vote, "mission" 4% and "devolution" 3%.
"It is clear that the Italians are asking for more respect and more protection for their language," says the society.
Italians, however, are divided on whether they want to throw out English terms in favour of flawless Italian.
Alessandra, a secretary at a travel agency in Rome, said she thought the change was a product of globalisation.
"I don't think it matters if we use English words," she told the UK's Telegraph newspaper.
"Often it's faster, like using 'il weekend' instead of 'fine settimana'."
However her boss Maria disagreed, saying she would prefer to speak either Italian or English, not a mixture.
"People think it's chic to use English words, but I don't like it at all. It's important to keep language clean," she said.
The society conducted the survey as part of its campaign to ensure Italian remains a key language in the workings of the EU.
Story from BBC NEWS:
http://news.bbc.co.uk/go/pr/fr/-/1/hi/world/europe/7608860.stm
Published: 2008/09/10 16:36:38 GMT© BBC MMVIII
Friday, August 15, 2008
Apertium - Mais uma maluqueira automática
http://www.apertium.org/?lang=en
Apertium uses a shallow-transfer machine translation engine which processes the input text in stages, as in an assembly line: de-formatting, morphological analysis, part-of-speech disambiguation, shallow structural transfer, lexical transfer, morphological generation, and re-formatting.
Apertium uses a shallow-transfer machine translation engine which processes the input text in stages, as in an assembly line: de-formatting, morphological analysis, part-of-speech disambiguation, shallow structural transfer, lexical transfer, morphological generation, and re-formatting.
Small is beautiful
The Royal We: Why Small is the New Big
Falemos de empreendedorismo, portanto, algo que vai faltando a muitos tradutores.
Um artigo que nos fala de novos valores estratégicos.
Falemos de empreendedorismo, portanto, algo que vai faltando a muitos tradutores.
Um artigo que nos fala de novos valores estratégicos.
Saturday, August 02, 2008
Socorro, navio à deriva!
Was Henry VIII's Mary Rose lost in translation?
By Peter Griffiths
LONDON, Aug 1 (Reuters) - The Mary Rose, pride of Henry VIII's fleet, may have sunk because of poor communication between its English officers and foreign crew members, researchers said on Friday.
The sinking of the 16th century warship is one of the biggest puzzles of British naval history, with many theories put forward to explain its sudden loss during a battle with French invaders in July 1545.
One leading theory says it sank after it dipped its side low in the water during a tight turn, allowing water to flood in through unsecured gun ports.
Now researchers have come up with a new explanation for the failure to close the covers: there was a crucial delay between the order being given by English-speaking officers and it being understood by foreign crew members.
New forensic tests on the teeth of 18 crewmen suggest up to 60 percent of the crew may not have been British. They were more likely to have come from warmer parts of southern Europe.
The research also uncovered an account in Henry's state papers of how 600 captured Spanish soldiers had sought refuge in England after their boats were caught in a storm six months before the Mary Rose sank.
The men were pressed into military service for Britain, possibly in the navy, while sailors from mainland Europe were also recruited to help ease a shortage of crew.
Researchers will argue in a documentary on Five that some of these men could have ended up on the Mary Rose.
'It looks like the Mary Rose was a ship lost in translation,' a Five spokesman said. 'In the heat of battle, at a moment when the ship was attempting to make a quick manoeuvre, the order to close the gun port lids may not have been understood.'
The Tudor warship, said to have been Henry's favourite, was one of the first capable of firing a broadside and had holes cut along the side for its heavy guns.
Many historians believe that a sudden rush of water through these holes fatally destabilised the ship, sending it to the bottom of the Solent off the south coast of England.
It lay on the seabed for more than 400 years before it was raised in a delicate salvage operation in 1982. Now housed in a museum in Portsmouth, it is the only 16th century warship on display anywhere in the world.
* The research will feature in 'The Ghosts of the Mary Rose:
Revealed', a documentary on Five on Aug. 5. (Editing by Steve Addison)
By Peter Griffiths
LONDON, Aug 1 (Reuters) - The Mary Rose, pride of Henry VIII's fleet, may have sunk because of poor communication between its English officers and foreign crew members, researchers said on Friday.
The sinking of the 16th century warship is one of the biggest puzzles of British naval history, with many theories put forward to explain its sudden loss during a battle with French invaders in July 1545.
One leading theory says it sank after it dipped its side low in the water during a tight turn, allowing water to flood in through unsecured gun ports.
Now researchers have come up with a new explanation for the failure to close the covers: there was a crucial delay between the order being given by English-speaking officers and it being understood by foreign crew members.
New forensic tests on the teeth of 18 crewmen suggest up to 60 percent of the crew may not have been British. They were more likely to have come from warmer parts of southern Europe.
The research also uncovered an account in Henry's state papers of how 600 captured Spanish soldiers had sought refuge in England after their boats were caught in a storm six months before the Mary Rose sank.
The men were pressed into military service for Britain, possibly in the navy, while sailors from mainland Europe were also recruited to help ease a shortage of crew.
Researchers will argue in a documentary on Five that some of these men could have ended up on the Mary Rose.
'It looks like the Mary Rose was a ship lost in translation,' a Five spokesman said. 'In the heat of battle, at a moment when the ship was attempting to make a quick manoeuvre, the order to close the gun port lids may not have been understood.'
The Tudor warship, said to have been Henry's favourite, was one of the first capable of firing a broadside and had holes cut along the side for its heavy guns.
Many historians believe that a sudden rush of water through these holes fatally destabilised the ship, sending it to the bottom of the Solent off the south coast of England.
It lay on the seabed for more than 400 years before it was raised in a delicate salvage operation in 1982. Now housed in a museum in Portsmouth, it is the only 16th century warship on display anywhere in the world.
* The research will feature in 'The Ghosts of the Mary Rose:
Revealed', a documentary on Five on Aug. 5. (Editing by Steve Addison)
Sunday, July 27, 2008
Thursday, July 24, 2008
Documentos sobre Tradução, Para-Tradução e Afins
Um presente audiovisual dos nossos colegas de Vigo, com apoio da sua mediateca.
http://www.uvigo.tv/gl/serial/334.html
http://www.uvigo.tv/gl/serial/334.html
Museu da Poesia
Museu da Poesia Inicia actividade
No dia 19 de Julho, o Museu da Poesia inaugurou o seu sítio na Internet, no endereçowww.museudapoesia.com. Aí, pode encontrar diversas propostas, no âmbito da literatura poética, enviar e ler os poemas dos visitantes do sítio, conhecer eventos, espectáculos e recitais de poesia de autores de língua portuguesa, inscrever-se em Workshops de "Arte de Dizer" e "Escrita Poética", além de poder ouvir alguns poemas, na voz do Diseur Nuno Miguel Henriques. O Museu da Poesia, possui serviços educativos, com várias propostas pedagógicas inovadoras e criativas, para estudantes do ensino entre o 6º e o 12º ano e Universidades da Terceira Idade, descentralizadas geograficamente. O Museu da Poesia, pretende homenagear e prestigiar, todos aqueles que, de algum modo, contribuíram para a lírica e a poética na literatura escrita, oral e multimédia. O Museu da Poesia, é hoje uma realidade, fruto do somatório de vivências e experiências, que esperam materializar-se num curto espaço de tempo. Portugal é um País de Poetas. Todos os Portugueses são Poetas. O Museu da poesia, é de todos Nós.
Museu da Poesia
Gabinete de Comunicação
geral@museudapoesia.com
www.museudapoesia.com
Linha Azul: 808 201 613
No dia 19 de Julho, o Museu da Poesia inaugurou o seu sítio na Internet, no endereçowww.museudapoesia.com. Aí, pode encontrar diversas propostas, no âmbito da literatura poética, enviar e ler os poemas dos visitantes do sítio, conhecer eventos, espectáculos e recitais de poesia de autores de língua portuguesa, inscrever-se em Workshops de "Arte de Dizer" e "Escrita Poética", além de poder ouvir alguns poemas, na voz do Diseur Nuno Miguel Henriques. O Museu da Poesia, possui serviços educativos, com várias propostas pedagógicas inovadoras e criativas, para estudantes do ensino entre o 6º e o 12º ano e Universidades da Terceira Idade, descentralizadas geograficamente. O Museu da Poesia, pretende homenagear e prestigiar, todos aqueles que, de algum modo, contribuíram para a lírica e a poética na literatura escrita, oral e multimédia. O Museu da Poesia, é hoje uma realidade, fruto do somatório de vivências e experiências, que esperam materializar-se num curto espaço de tempo. Portugal é um País de Poetas. Todos os Portugueses são Poetas. O Museu da poesia, é de todos Nós.
Museu da Poesia
Gabinete de Comunicação
geral@museudapoesia.com
www.museudapoesia.com
Linha Azul: 808 201 613
Sunday, July 20, 2008
A Internacionalização da Língua Portuguesa
A minha pátria é a Língua Portuguesa
Numa altura em que se fala tanto de língua, política da língua, promoção da língua, e dado que estas coisas mexem com a tradução, convém espreitar o que nos dizem no Observatório da Língua Portuguesa.
Wednesday, July 16, 2008
Tradução + Linux
Para quem tiver interesse nestas questões tecnológicas, este artigo é capaz de ser uma boa opção.
Friday, July 11, 2008
Sunday, July 06, 2008
A Festa
Sunday, June 29, 2008
Ah, esta saudável capacidade de nos rirmos de nós próprios
A legendagem está catita e tecnicamente perfeita... O conteúdo também, embora merecesse uma tesouradas censóreas aqui e ali... Resta-nos, no entanto, o alívio e a certeza de que se mudássemos a personagem caricaturada, a cor das camisolas e a clubite aguda cá do nosso burgo, o efeito seria o mesmo. "Ri-te morcão", como diz o anúncio.
Friday, June 13, 2008
Peter Naumann - A vocação do intérprete
Não posso deixar de postar aqui este fantástico e divertido texto de Peter Naumann, onde as questões de vocação, ética, discrição, respeito e dignidade profissionais andam interligadas. Transpondo isto para a tradução, não será por isto que todos nós lutamos, no nosso dia-a-dia e na forma como nos relacionamos profissionalmente, com os nossos pares e clientes? Não será por isto que todos nós aspiramos? Sonhar, ainda que fugazmente, por uma invisibilidade visível... um raio de luz na sombra do esquecimento.
NA CONTRAMÃO DE BABEL: VARIAÇÕES, CON ALCUNE LICENZE, SOBRE UM TEMA POUCO CONHECIDO
Peter Naumann*) para George Bernard Sperber, pelo seu 60º aniversário
1. Um lugar-comum afirma que o intérprete deve saber colocar-se entre parênteses. Colegas de profissão, que o sustentam, muitas vezes não possuem autoridade intelectual para fazê-lo. Contrariamente à imagem muito difundida, sobretudo entre organizadores de congressos, o intérprete autêntico não se confunde com a socialite, a secretária ou a recepcionista alegadamente poliglotas nem com o guia turístico, que mal encobrem a sua indigência com charme mercenário, frases feitas, vocabulário parco e ideário correspondentemente acanhado. Embora o perfil profissional evolua cada vez mais nessa direção, o bom intérprete deve ter luz própria e saber falar por si. Deve ter o que dizer. Não fosse assim, o que lhe restaria para colocar entre parênteses?
2. Muitos leigos e muitos futuros profissionais pensam e agem como se o intérprete fosse o especialista a inserir a palavra certa no lugar certo no momento certo. E há mesmo intérpretes que partilham essa opinião, a julgar pelo seu desempenho. Tal compreensão ignora a natureza e o funcionamento da linguagem humana, que não é algébrica, mas analógica. A compreensão ou, na sua impossibilidade, intuição do contexto é condição necessária da compreensão do texto. Em tempos nem tão remotos, marcados por menos dúvidas, o catolicismo romano acreditava poder afirmar: Extra ecclesiam nulla salus. Com muito mais razão um intérprete propenso à reflexão – que procura, também, sempre pensar à frente dos seus oradores - pode afirmar: Extra contextum nulla salus. Uma segunda condição necessária é o acompanhamento do raciocínio do orador. Sem ele, o intérprete não pode fazer suas as palavras do orador, e sem isso ele não consegue transmitir o sentido do que o orador disse.
Interpretar significa compreender. Nada mais. Nada menos.
3. Em passagem secundária, mas certamente não fortuita do pouco conhecido romance Salammbo de Gustave Flaubert os intérpretes são apresentados nas seguintes palavras: Apparaissait ensuite la légion des Interprètes, coiffés comme des sphinx, et portant un perroquet tatoué sur la poitrine. (Flaubert, Salammbo. Oeuvres, Ed. de la Pléiade, I, 761)
No fim do nosso século, as chances do papagaio de ser reconhecido como ave heráldica da profissão não são nada más. Afinal de contas, os sons captados através dos fones de ouvido são muitas vezes deveras enigmáticos.
4. Na sua memorável reportagem literária de 1928 sobre a migração dos judeus do Leste Europeu para o Ocidente, o escritor e jornalista austríaco Joseph Roth (1894-1939) registra a chegada dos judeus ao porto de Marselha, parada obrigatória na emigração para outros continentes, especialmente para a América do Sul:
"Alguns poucos ficam em Marselha. Tornam-se intérpretes. Ser intérprete é uma profissão judaica. Não se trata de traduzir, do inglês para o francês, do russo para o francês, do alemão para o francês. Trata-se de traduzir o forasteiro/o estranho [den Fremden], mesmo quando ele não disse nada. Ele não pre-cisa abrir a boca. Intérpretes cristãos talvez traduzam; judeus adivinham [Juden auf Wanderschaft]."
A diáspora predispõe não apenas ao aprendizado de línguas, mas ao desenvolvimento paranormal da faculdade humana de apreender o que está atrás das palavras que ora revelam, ora ocultam o pensamento. Trata-se de uma habilidade social, necessária à sobrevivência de quem é percebido como diferente.
Sôbolos rios que vão por Babilonia (Camões) nasceram alguns dos melhores intérpretes que o mundo já viu - como o destinatário dessas reflexões, que veio de muito longe e criou entre nós um padrão de qualidade quase nunca alcançado na interpretação entre o português e o alemão, inexistente na própria Alemanha, alheio às vestalinas regras das corporativistas associações profissionais e ocasionalmente admirado por colegas de peregrina importância que se deslumbram com o que lhes é vedado compreender.
5. Uma prova insofismável da capacidade intelectual do intérprete de conferências é o seu desempenho na modalidade consecutiva, na qual trechos mais ou menos extensos do discurso são posteriormente reproduzidos pelo intérprete. Nos últimos anos aumenta o número de profissionais que se esquivam a trabalhar nessa modalidade. Admitem tacitamente que a sua percepção do que o orador diz não passa de ruído destituído de sentido. Seu próprio discurso acaba resultando em ruídos destituídos de sentido. Na modalidade simultânea, mais praticada, o intérprete, símio (não símile) do orador, pode enganar mais facilmente, tomando carona nas palavras deste sem conseguir reorganizá-las em fala articulada. Em terra de cegos, o desempenho subalterno daí resultante é desculpado, sob a alegação da “dificuldade” do trabalho.
6. São Jerônimo (348?-420?), padroeiro dos tradutores e, por extensão, dos intérpretes, escreveu um pequeno tratado De optimo genere interpretandi, no qual se lê a seguinte definição canônica do que o bom tradutor e intérprete devem fazer: Non verbum e verbo, sed sensum exprimere de sensu (Não expressar a palavra a partir da palavra, mas o sentido a partir do sentido).
7. Verba volant... Volátil por natureza, a palavra falada carece de repetições para ser compreendida. Mesmo pleonasmos inadmissíveis na linguagem escrita podem ser elementos de estruturação do discurso falado. Nos últimos anos fala-se cada vez menos e lê-se cada vez mais em eventos que demandam o concurso de intérpretes. Muitos oradores já não conhecem mais a diferença entre falar e escrever. Apresentam textos formulados na solidão do gabinete, expurgados de todos os elementos que tornam a fala compreensível. Ao invés de reoralizá-los, descartam-nos em tom monocórdio, sintoma da fala não-assistida pelo raciocínio.
8. A interpretação de conferências tem muitos pressupostos. Enunciemos aqui dois de importância capital, pouco conscientizados:
1. O orador está de plena posse das suas faculdades mentais.
2. O orador conhece o seu assunto.
Satisfeitas essas premissas, o intérprete pode esperar que o discurso que ele ouve tenha nexo. Sem nexo, a memorização, função da apropriação das idéias do orador, nem seria possível.
9. Só o mau intérprete chama a atenção do público.
10. Interpreters are born, not made. Analisada mais de perto e compreendida na sua verdade relativa, a afirmação de Renée van Hoof nos diz também que a interpretação não é uma mera profissão (Beruf), mas uma vocação (Berufung). O termo vocação deve ser tomado na sua acepção secularizada. Remete à situação histórico-biográfica do intérprete, à noção de uma herança assumida. Assim compreendida, a interpretação de conferências pode ser uma forma de vida.
29.05.1998
*) Intérprete de conferências.
NA CONTRAMÃO DE BABEL: VARIAÇÕES, CON ALCUNE LICENZE, SOBRE UM TEMA POUCO CONHECIDO
Peter Naumann*) para George Bernard Sperber, pelo seu 60º aniversário
1. Um lugar-comum afirma que o intérprete deve saber colocar-se entre parênteses. Colegas de profissão, que o sustentam, muitas vezes não possuem autoridade intelectual para fazê-lo. Contrariamente à imagem muito difundida, sobretudo entre organizadores de congressos, o intérprete autêntico não se confunde com a socialite, a secretária ou a recepcionista alegadamente poliglotas nem com o guia turístico, que mal encobrem a sua indigência com charme mercenário, frases feitas, vocabulário parco e ideário correspondentemente acanhado. Embora o perfil profissional evolua cada vez mais nessa direção, o bom intérprete deve ter luz própria e saber falar por si. Deve ter o que dizer. Não fosse assim, o que lhe restaria para colocar entre parênteses?
2. Muitos leigos e muitos futuros profissionais pensam e agem como se o intérprete fosse o especialista a inserir a palavra certa no lugar certo no momento certo. E há mesmo intérpretes que partilham essa opinião, a julgar pelo seu desempenho. Tal compreensão ignora a natureza e o funcionamento da linguagem humana, que não é algébrica, mas analógica. A compreensão ou, na sua impossibilidade, intuição do contexto é condição necessária da compreensão do texto. Em tempos nem tão remotos, marcados por menos dúvidas, o catolicismo romano acreditava poder afirmar: Extra ecclesiam nulla salus. Com muito mais razão um intérprete propenso à reflexão – que procura, também, sempre pensar à frente dos seus oradores - pode afirmar: Extra contextum nulla salus. Uma segunda condição necessária é o acompanhamento do raciocínio do orador. Sem ele, o intérprete não pode fazer suas as palavras do orador, e sem isso ele não consegue transmitir o sentido do que o orador disse.
Interpretar significa compreender. Nada mais. Nada menos.
3. Em passagem secundária, mas certamente não fortuita do pouco conhecido romance Salammbo de Gustave Flaubert os intérpretes são apresentados nas seguintes palavras: Apparaissait ensuite la légion des Interprètes, coiffés comme des sphinx, et portant un perroquet tatoué sur la poitrine. (Flaubert, Salammbo. Oeuvres, Ed. de la Pléiade, I, 761)
No fim do nosso século, as chances do papagaio de ser reconhecido como ave heráldica da profissão não são nada más. Afinal de contas, os sons captados através dos fones de ouvido são muitas vezes deveras enigmáticos.
4. Na sua memorável reportagem literária de 1928 sobre a migração dos judeus do Leste Europeu para o Ocidente, o escritor e jornalista austríaco Joseph Roth (1894-1939) registra a chegada dos judeus ao porto de Marselha, parada obrigatória na emigração para outros continentes, especialmente para a América do Sul:
"Alguns poucos ficam em Marselha. Tornam-se intérpretes. Ser intérprete é uma profissão judaica. Não se trata de traduzir, do inglês para o francês, do russo para o francês, do alemão para o francês. Trata-se de traduzir o forasteiro/o estranho [den Fremden], mesmo quando ele não disse nada. Ele não pre-cisa abrir a boca. Intérpretes cristãos talvez traduzam; judeus adivinham [Juden auf Wanderschaft]."
A diáspora predispõe não apenas ao aprendizado de línguas, mas ao desenvolvimento paranormal da faculdade humana de apreender o que está atrás das palavras que ora revelam, ora ocultam o pensamento. Trata-se de uma habilidade social, necessária à sobrevivência de quem é percebido como diferente.
Sôbolos rios que vão por Babilonia (Camões) nasceram alguns dos melhores intérpretes que o mundo já viu - como o destinatário dessas reflexões, que veio de muito longe e criou entre nós um padrão de qualidade quase nunca alcançado na interpretação entre o português e o alemão, inexistente na própria Alemanha, alheio às vestalinas regras das corporativistas associações profissionais e ocasionalmente admirado por colegas de peregrina importância que se deslumbram com o que lhes é vedado compreender.
5. Uma prova insofismável da capacidade intelectual do intérprete de conferências é o seu desempenho na modalidade consecutiva, na qual trechos mais ou menos extensos do discurso são posteriormente reproduzidos pelo intérprete. Nos últimos anos aumenta o número de profissionais que se esquivam a trabalhar nessa modalidade. Admitem tacitamente que a sua percepção do que o orador diz não passa de ruído destituído de sentido. Seu próprio discurso acaba resultando em ruídos destituídos de sentido. Na modalidade simultânea, mais praticada, o intérprete, símio (não símile) do orador, pode enganar mais facilmente, tomando carona nas palavras deste sem conseguir reorganizá-las em fala articulada. Em terra de cegos, o desempenho subalterno daí resultante é desculpado, sob a alegação da “dificuldade” do trabalho.
6. São Jerônimo (348?-420?), padroeiro dos tradutores e, por extensão, dos intérpretes, escreveu um pequeno tratado De optimo genere interpretandi, no qual se lê a seguinte definição canônica do que o bom tradutor e intérprete devem fazer: Non verbum e verbo, sed sensum exprimere de sensu (Não expressar a palavra a partir da palavra, mas o sentido a partir do sentido).
7. Verba volant... Volátil por natureza, a palavra falada carece de repetições para ser compreendida. Mesmo pleonasmos inadmissíveis na linguagem escrita podem ser elementos de estruturação do discurso falado. Nos últimos anos fala-se cada vez menos e lê-se cada vez mais em eventos que demandam o concurso de intérpretes. Muitos oradores já não conhecem mais a diferença entre falar e escrever. Apresentam textos formulados na solidão do gabinete, expurgados de todos os elementos que tornam a fala compreensível. Ao invés de reoralizá-los, descartam-nos em tom monocórdio, sintoma da fala não-assistida pelo raciocínio.
8. A interpretação de conferências tem muitos pressupostos. Enunciemos aqui dois de importância capital, pouco conscientizados:
1. O orador está de plena posse das suas faculdades mentais.
2. O orador conhece o seu assunto.
Satisfeitas essas premissas, o intérprete pode esperar que o discurso que ele ouve tenha nexo. Sem nexo, a memorização, função da apropriação das idéias do orador, nem seria possível.
9. Só o mau intérprete chama a atenção do público.
10. Interpreters are born, not made. Analisada mais de perto e compreendida na sua verdade relativa, a afirmação de Renée van Hoof nos diz também que a interpretação não é uma mera profissão (Beruf), mas uma vocação (Berufung). O termo vocação deve ser tomado na sua acepção secularizada. Remete à situação histórico-biográfica do intérprete, à noção de uma herança assumida. Assim compreendida, a interpretação de conferências pode ser uma forma de vida.
29.05.1998
*) Intérprete de conferências.
Tradutor automático Galego-Português-Espanhol
Um artigo interessante, e que nos mostra como o comércio e a indústria andam de mãos dadas com o dinamismo, expressão e domínio de uma língua.
El primer traductor automático de gallego, español y portugués permitirá a Galicia entrar en la lusofonía
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Wednesday, June 04, 2008
Aprender línguas é bué de giro e divertido...
Sinceramente, não sei se funciona, mas há gente a oferecer cursos de línguas aqui.
Ferramenta Buzzword
Write and collaborate on documents anywhere, anytime
Adobe® Buzzword® is a new online word processor, perfect for writing
reports, proposals, and anything else you need to access online or
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word processor, but it operates inside a web browser, so there's no
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http://www.adobe.com/acom/buzzword/
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Site sobre constituição de empresas no Reino Unido
Para quem lida com tradução especializada, nas áreas jurídica e económica.
http://www.ukcorporator.co.uk/company_structure.php
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Monday, June 02, 2008
Saturday, May 31, 2008
International Translation Day
Sei que é datado, mas convém recordar, quanto mais não seja, a bem da profissão e do nosso orgulho...
International Translation Day 2007
30th September 2007
Don’t Shoot the Messenger!
It always pays to hire professional translators and interpreters to get the job done right.
And it’s extremely important not to shoot them.“…
At his outburst the chamber erupted, and despite attempts by high-ranking diplomats to extract an apology, Mr Berlusconi refused to oblige … Not surprisingly, there was also an attempt to shift blame to the translator – or interpreter, in this case.
‘My joke wasn’t meant to be offensive,’ an AP dispatch reports Berlusconi saying.
‘It was an ironic joke, perhaps the translation wasn’t done in the ironic sense’.”“…
‘The president was joking,’ a Kremlin spokesman told the BBC: ‘Russian is a very complicated language, sometimes it is very sensitive from the point of view of phrasing. I don't think that the proper translation is able to reflect the meaning of the joke’.”
These familiar stories are two among many: it is a time-honoured tradition for political gaffes to be put down to the translator or interpreter to save face.
Few people are taken in; the translators patiently shrug their shoulders, and life goes on.
But history is already littered with the corpses of translator-martyrs, and the language professions are becoming increasingly dangerous.
There are parts of the world where translators and interpreters literally risk death simply by doing their job.
Some 261 translators and interpreters died in Iraq in 2006, and more in Afghanistan.
Elsewhere, translators have been jailed for their work, and received death threats for daring to translate the works of authors such as Salman Rushdie. One was murdered.
Translation is a risky business.
Translators and interpreters bear an enormous responsibility in carrying messages between languages and cultures, and problems getting the word across can spell disaster on all sides.
For without such experts – translators, interpreters, terminologists – our globalised world would be an uncomprehending place indeed.
From the embedded translator in the battle zone to the interpreter whispering in the ear of a visiting dignitary to the specialist translating the owner’s manual for your next car or subtitling a news report, the work of the language professions is present in every part of the globe, in every walk of life.
Everyone, everywhere, is increasingly dependent on the services of those who make language their business. And the savviest leaders are already aware that the messenger is no fall guy, simply there to take the flak when things go wrong.
They know that the language professional is to be celebrated, to be welcomed for insightful comments and questions that lead to messages – text and speech – whose clarity and impact do credit to their organisation’s image.
The International Federation of Translators’ choice of Don’t Shoot the Messenger! as the theme for International Translation Day 2007 is intended to draw attention to the hazards faced by translators, and also by those who believe that professional language services are an unnecessary option.
Using a professional means you can be sure of putting across your message in full, no matter what language you use.
The International Federation of Translators is the world federation of professional associations bringing together translators, interpreters and terminologists.
It has 80 members in over 60 countries and thus represents over 60 000 professionals.
INTERNATIONAL FEDERATION OF TRANSLATORS Siège/Registered Office : Certex, 22, rue de la Pépinière, 75008 Paris, France Secretariat : 2021, avenue Union, Bureau 1108, Montréal (Québec) H3A 2S9 Canada Tél. / Tel.: +(1) 514-845-0413, Téléc. / Fax: +(1) 514-845-9903, Courriel / E-mail: secretariat@fit-ift.org Editor: Andrew Evans; French translation: Sébastien Evans
International Translation Day 2007
30th September 2007
Don’t Shoot the Messenger!
It always pays to hire professional translators and interpreters to get the job done right.
And it’s extremely important not to shoot them.“…
At his outburst the chamber erupted, and despite attempts by high-ranking diplomats to extract an apology, Mr Berlusconi refused to oblige … Not surprisingly, there was also an attempt to shift blame to the translator – or interpreter, in this case.
‘My joke wasn’t meant to be offensive,’ an AP dispatch reports Berlusconi saying.
‘It was an ironic joke, perhaps the translation wasn’t done in the ironic sense’.”“…
‘The president was joking,’ a Kremlin spokesman told the BBC: ‘Russian is a very complicated language, sometimes it is very sensitive from the point of view of phrasing. I don't think that the proper translation is able to reflect the meaning of the joke’.”
These familiar stories are two among many: it is a time-honoured tradition for political gaffes to be put down to the translator or interpreter to save face.
Few people are taken in; the translators patiently shrug their shoulders, and life goes on.
But history is already littered with the corpses of translator-martyrs, and the language professions are becoming increasingly dangerous.
There are parts of the world where translators and interpreters literally risk death simply by doing their job.
Some 261 translators and interpreters died in Iraq in 2006, and more in Afghanistan.
Elsewhere, translators have been jailed for their work, and received death threats for daring to translate the works of authors such as Salman Rushdie. One was murdered.
Translation is a risky business.
Translators and interpreters bear an enormous responsibility in carrying messages between languages and cultures, and problems getting the word across can spell disaster on all sides.
For without such experts – translators, interpreters, terminologists – our globalised world would be an uncomprehending place indeed.
From the embedded translator in the battle zone to the interpreter whispering in the ear of a visiting dignitary to the specialist translating the owner’s manual for your next car or subtitling a news report, the work of the language professions is present in every part of the globe, in every walk of life.
Everyone, everywhere, is increasingly dependent on the services of those who make language their business. And the savviest leaders are already aware that the messenger is no fall guy, simply there to take the flak when things go wrong.
They know that the language professional is to be celebrated, to be welcomed for insightful comments and questions that lead to messages – text and speech – whose clarity and impact do credit to their organisation’s image.
The International Federation of Translators’ choice of Don’t Shoot the Messenger! as the theme for International Translation Day 2007 is intended to draw attention to the hazards faced by translators, and also by those who believe that professional language services are an unnecessary option.
Using a professional means you can be sure of putting across your message in full, no matter what language you use.
The International Federation of Translators is the world federation of professional associations bringing together translators, interpreters and terminologists.
It has 80 members in over 60 countries and thus represents over 60 000 professionals.
INTERNATIONAL FEDERATION OF TRANSLATORS Siège/Registered Office : Certex, 22, rue de la Pépinière, 75008 Paris, France Secretariat : 2021, avenue Union, Bureau 1108, Montréal (Québec) H3A 2S9 Canada Tél. / Tel.: +(1) 514-845-0413, Téléc. / Fax: +(1) 514-845-9903, Courriel / E-mail: secretariat@fit-ift.org Editor: Andrew Evans; French translation: Sébastien Evans
Friday, May 30, 2008
Tuesday, May 27, 2008
Tecnologia dos pobres
Uma espécie de Robin dos Bosques dos tempos modernos
"The Poor Technology Group (PTG) is for people who work in the field of education and who seek innovative low-budget digital solutions to vocational (professional training) educational problems."
http://www.uvic.cat/fchtd/especial/en/ptg/ptg.html
"The Poor Technology Group (PTG) is for people who work in the field of education and who seek innovative low-budget digital solutions to vocational (professional training) educational problems."
http://www.uvic.cat/fchtd/especial/en/ptg/ptg.html
Cheira-me a esturro
Este é um daqueles textos que circula por aí. É giro, jeitozinho, maneirinho, simpático e muito catita. Imaculado, até. A mim, cheira-me um pouco a esturro, ou seja, acho que é demasiada areia para a camioneta, como soi dizer-se...
"Believe it or not", como dizia o outro.
Redacção feita por uma aluna de Letras, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa.
Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
Que loucura, meu Deus!
Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.
Fernanda Braga da Cruz (sic e fim de citação)
"Believe it or not", como dizia o outro.
Redacção feita por uma aluna de Letras, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa.
Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
Que loucura, meu Deus!
Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.
Fernanda Braga da Cruz (sic e fim de citação)
Monday, May 26, 2008
SITES ÚTEIS NA PROCURA DE EMPREGO
ENTIDADES PÚBLICAS
http://www.iefp.pt/ (Instituto do Emprego e Formação Profissional)
http://europa.eu.int/epso/index_en.htm (European Personnel Selection Office)
http://europass.cedefop.europa.eu/ (Modelo Europass)
http://www.bep.gov.pt/ (Bolsa de Emprego Público)
http://www.pepal.gov.pt/ (Portal de emprego)
http://www.netemprego.gov.pt/ (Portal de emprego)
http://www.fjuventude.pt/ (Fundação da Juventude)
http://www.voluntariadojovem.pt/ (Voluntariado Jovem)
http://juventude.gov.pt/ (Portal da Juventude)
http://www.dgci.min-financas.pt/ (Direcção Geral de Impostos)
http://www.prodep.min-edu.pt/ (Programa de desenvolvimento Educativo para Portugal)
http://www.dgert.mtss.gov.pt/ (Direcção Geral do Emprego e das relações de Trabalho)
http://www.sindep.pt/ (Sindicato Nacional e Democrático dos Professores)
http://www.fenprof.pt/ (Federação Nacional dos Professores)
http://www.spn.pt/ (Sindicato dos Professores do Norte)
http://www.dren.min-edu.pt/ (Direcção Regional de Educação do Norte)
http://www.meintegra.ics.uminho.pt/ (Website do Projecto MeIntegra – Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho)
ALGUNS SITES QUE OFERECEM EMPREGO
Instituto de Emprego e Formação Profissional
Expresso emprego
Empregos online
Portal emprego
Sap Portugal - emprego
Tap – recrutamento
Caixa Geral de Depósitos – recrutamento
Carrefour – recrutamento
Grupo Auchan – recrutamento
Marinha Portuguesa
Optimus
TMN
Vodafone
Ministério da Justiça
Fujitsu
Sonaecom
Rádio popular
Fundação para a computação científica nacional
Norauto
EMPRESAS DE SELECÇÃO E RECRUTAMENTO E TRABALHO TEMPORÁRIO
http://www.pt.randstad.com/
http://www.atlano.pt/ (Grupo Atlanco Rimec)
http://www.cedi.com.pt/ (Área industrial)
http://www.selgec.net/ (Recrutamento e selecção, trabalho temporário e formação profissional)
http://www.cemobe.pt/
http://www.geserfor.pt/ (Recrutamento e selecção, trabalho temporário e formação profissional)
http://www.flexitemp.pt/
http://www.fermesdois.com/
http://www.grupocrh.com/
www.kidogil.web.pt/kidogil/principal.htm (área da construção civil)
BOLSAS DE EMPREGO
http://europa.eu.int/eures
http://bolsa.de/emprego
http://expressoemprego.clix.pt/
http://www.rhturismo.com/
www.qualidadeonline.com/emprego
www.markelink.com/bemprego.htm
http://www.brainnet.pt/
http://www.net-empregos.com/
http://www.stepstone.pt/
http://www.itjobs.com.pt/ (Tecnologias da informação)
http://www.superemprego.pt/
http://www.e-jobs.pt/
www.emprego.universia.pt/nova_home
http://www.jobfair.pt/
http://www.networkcontacto.com/
http://www.empregos.online.pt/
http://www.qep.pt/ (Quero emprego em Portugal)
http://www.portalemprego.pt/
http://www.pontodeemprego.com/
http://www.forumselecao.pt/
http://www.cargadetrabalhos.blogspot.com/ (área de marketing e web design)
http://www.naturlink.pt/ (área agrícola e da natureza)
http://www.redefreelance.com/
http://www.portugal-global.com.pt/
http://www.infoemprego.pt/
http://www.vedior.pt/
http://www.egor.pt/
http://www.shl.pt/
http://www.select.pt/
http://www.valorhumano.pt/
http://www.factorh.pt/
http://www.adecco.pt/
http://www.mba.pt/
http://www.aral-rh.pt/
http://www.hays.pt/
http://www.conclusao.com/
http://www.homensesistemas.pt/
http://www.pessoasesistemas.pt/
www.michaelpage.pt/index.html
http://www.nrl.pt/
http://www.montalverca.pt/
http://www.obritempo.pt/
http://www.quatrorh.pt/
http://www.socede.pt/
http://www.sodepo.pt/
http://www.multitempo.pt/
http://www.cegoc.pt/
http://www.multipessoal.pt/
http://www.rayhumancapital.com/
http://www.synergie.pt/
http://www.euveo.pt/
http://www.select.pt/
http://www.helpinghand.pt/
www.mag-rh.com
BOLSAS/FINANCIAMENTOS
www.fct.mces.pt/emprego/oportunidades/bdados (Emprego científico)
http://www.dgsaude.pt/ (Direcção Geral da Saúde)
http://www.gulbenkian.pt/ (Fundação Calouste Gulbenkian)
http://www.flad.pt/ (Fundação Luso-Amaricana)
http://www.cienciapt.net/
SITES ESTRANGEIROS
http://www.empregos.net/ (Brasileiro)
OUTROS SITES INTERESSANTES
http://www.guiadasprofissoes.com.br/
http://www.ftg.pt/ (geografia e planeamento)
http://www.yellow.pt/
http://www.pai.pt/
www.odi.pthttp://www.monster.com/ (Internacional)
http://www.oficinaempleo.com/ (Espanha)
http://www.infoempleo.com/ (Espanha)
http://www.cadremploi.fr/ (França)
http://www.jobsite.co.uk/ (Inglaterra)
http://www.jobonline.it/ (Itália)
http://www.eenbann.nl/ (Holanda)
http://www.empregonaweb.com/ (Brasileiro)
http://www.catho.com.br/ (Brasileiro)
APOIOS AOS EMPREGO NO ESTRANGEIRO
http://www.campcounselors.com/ (Programas de Trabalho em campo de férias
http://www.eures-norteportugal-galicia.org/ (Eures Transfronteiriço Norte de Portugal – Galiza)
http://www.sej.pt/ (Agência Nacional Portuguesa do Programa Juventude para a Europa)
PROGRAMAS PARA REALIZAÇÃO DE ESTÁGIOS
http://www.fjuventude.pt/ (Programa de Estágios de Jovens Estudantes do ensino Superior nas Empresas) – PEJENE
http://www.prodep.min-edu.pt/ (Programa de Estágios no Ensino Superior)
http://www.cgd.pt/ (Caixa Geral Depósitos)
http://www.iefp.pt/ (Instituto Emprego e Formação profissional)
http://www.rotajovem.com/ (Programa Leonardo da Vinci)
http://www.sonae.com/ (Programa Contacto)
http://www.dsj.raa.pt/ (Programa Estagiar – Estágios profissionais na região Autónoma dos Açores)
PROGRAMAS DE MOBILIDADE / INTERCÂMBIO DE ESTUDANTES
http://www.aisec..pt/ (Programa de Estágios Internacionais)
http://www.socleo.pt/ (Programa Sócrates / Erasmus
http://www.ec.europa.eu/ (Programa Alfa)
http://www.europa.eu.int/ (Portal Ploteus)
http://www.juventude.gov.pt/ (Programa Juventude em Acção)
http://www.foriente.pt/ (Fundação Oriente)
http://www.iefp.pt/ (Instituto do Emprego e Formação Profissional)
http://europa.eu.int/epso/index_en.htm (European Personnel Selection Office)
http://europass.cedefop.europa.eu/ (Modelo Europass)
http://www.bep.gov.pt/ (Bolsa de Emprego Público)
http://www.pepal.gov.pt/ (Portal de emprego)
http://www.netemprego.gov.pt/ (Portal de emprego)
http://www.fjuventude.pt/ (Fundação da Juventude)
http://www.voluntariadojovem.pt/ (Voluntariado Jovem)
http://juventude.gov.pt/ (Portal da Juventude)
http://www.dgci.min-financas.pt/ (Direcção Geral de Impostos)
http://www.prodep.min-edu.pt/ (Programa de desenvolvimento Educativo para Portugal)
http://www.dgert.mtss.gov.pt/ (Direcção Geral do Emprego e das relações de Trabalho)
http://www.sindep.pt/ (Sindicato Nacional e Democrático dos Professores)
http://www.fenprof.pt/ (Federação Nacional dos Professores)
http://www.spn.pt/ (Sindicato dos Professores do Norte)
http://www.dren.min-edu.pt/ (Direcção Regional de Educação do Norte)
http://www.meintegra.ics.uminho.pt/ (Website do Projecto MeIntegra – Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho)
ALGUNS SITES QUE OFERECEM EMPREGO
Instituto de Emprego e Formação Profissional
Expresso emprego
Empregos online
Portal emprego
Sap Portugal - emprego
Tap – recrutamento
Caixa Geral de Depósitos – recrutamento
Carrefour – recrutamento
Grupo Auchan – recrutamento
Marinha Portuguesa
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EMPRESAS DE SELECÇÃO E RECRUTAMENTO E TRABALHO TEMPORÁRIO
http://www.pt.randstad.com/
http://www.atlano.pt/ (Grupo Atlanco Rimec)
http://www.cedi.com.pt/ (Área industrial)
http://www.selgec.net/ (Recrutamento e selecção, trabalho temporário e formação profissional)
http://www.cemobe.pt/
http://www.geserfor.pt/ (Recrutamento e selecção, trabalho temporário e formação profissional)
http://www.flexitemp.pt/
http://www.fermesdois.com/
http://www.grupocrh.com/
www.kidogil.web.pt/kidogil/principal.htm (área da construção civil)
BOLSAS DE EMPREGO
http://europa.eu.int/eures
http://bolsa.de/emprego
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http://www.rhturismo.com/
www.qualidadeonline.com/emprego
www.markelink.com/bemprego.htm
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http://www.naturlink.pt/ (área agrícola e da natureza)
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BOLSAS/FINANCIAMENTOS
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APOIOS AOS EMPREGO NO ESTRANGEIRO
http://www.campcounselors.com/ (Programas de Trabalho em campo de férias
http://www.eures-norteportugal-galicia.org/ (Eures Transfronteiriço Norte de Portugal – Galiza)
http://www.sej.pt/ (Agência Nacional Portuguesa do Programa Juventude para a Europa)
PROGRAMAS PARA REALIZAÇÃO DE ESTÁGIOS
http://www.fjuventude.pt/ (Programa de Estágios de Jovens Estudantes do ensino Superior nas Empresas) – PEJENE
http://www.prodep.min-edu.pt/ (Programa de Estágios no Ensino Superior)
http://www.cgd.pt/ (Caixa Geral Depósitos)
http://www.iefp.pt/ (Instituto Emprego e Formação profissional)
http://www.rotajovem.com/ (Programa Leonardo da Vinci)
http://www.sonae.com/ (Programa Contacto)
http://www.dsj.raa.pt/ (Programa Estagiar – Estágios profissionais na região Autónoma dos Açores)
PROGRAMAS DE MOBILIDADE / INTERCÂMBIO DE ESTUDANTES
http://www.aisec..pt/ (Programa de Estágios Internacionais)
http://www.socleo.pt/ (Programa Sócrates / Erasmus
http://www.ec.europa.eu/ (Programa Alfa)
http://www.europa.eu.int/ (Portal Ploteus)
http://www.juventude.gov.pt/ (Programa Juventude em Acção)
http://www.foriente.pt/ (Fundação Oriente)
Bibliografia online sobre tradução
Um instrumento de pesquisa valiosíssimo e imprescindível. E ainda por cima gratuito. Disponível aqui
Bem-hajas Konstantin
Bem-hajas Konstantin
Friday, May 23, 2008
Talking Portuguese opens many doors
Artigo completo aqui
As Portugal agrees to standardise its language - spoken by eight far-flung countries around the world - Hugh O'Shaughnessy muses on the benefits of knowing a little of the "lingua portuguesa". It was the nicest thing any stranger said to me that year. I had been in a small hotel in Luanda, the depressed and chaotic capital of Angola, for a week.
I was trying to make sense of a complicated country bursting with oil and paralysed by corruption.
On my last morning I told the waiter - who had been serving me breakfast and with whom I had always passed the time of day - that I was about to fly off.
He asked quietly: "O senhor e brasileiro, ne?" (You're Brazilian, aren't you?)
We had never had a long conversation, so he had not realised the enormous gaps in my Portuguese vocabulary and grammar.
But I did have enough of the language and enough of a Brazilian accent to have given him one clear impression, albeit a rather inaccurate one. I went off to the airport very contented.
Diamonds
Some 230m Portuguese speakers are spattered round the globe. Some live in former colonies with tiny populations: Cape Verde in the Atlantic, Sao Tome and Principe in the waters off Nigeria, and Timor in the Far East.
Angola and Mozambique in Southern Africa are a bit bigger than these but Portugal itself has little more than 10m inhabitants.
The bulk of Portuguese speakers - nearly 200m of them - live in South America.
Brazil was a colony of Portugal for centuries and it brought immense prosperity to the motherland.
In the 1730s, King John V in Lisbon ordered the Brazilians to stop sending him diamonds. The flood of gemstones was positively ruining the market. "Enough, enough, enough," he wailed piteously.
Unsurprisingly today, it is the Brazilians, long free of colonial shackles, who have got the weight in the Portuguese-speaking world.
Interviewing presidents
As the eight independent governments which form the Community of Portuguese-speaking Countries try to agree on rules for a more uniform language, it is the South Americans who are making themselves heard.
They have persuaded their European cousins to reform their spelling and adopt letters "k", "w" and "y" which Lisbon says do not exist in correct Portuguese. For their part, many in Portugal are baulking a little.
I am just glad I spent time at university learning a smattering of the language of a country which had always fascinated me. I soon found, for instance, that the Portuguese word "puxe" - pronounced "push" - means "pull".
Portuguese has brought dividends to me as a journalist. There would not have been that chat with Lula - a trade union leader in Sao Paulo then, leader of Brazil today - had I not had some notion of his language.
Then there was the time when we were working on a BBC documentary in Brasilia.
The word came down that President Itamar Franco - who, like Lula, had no English - would do an interview but only on condition it was in Portuguese.
"There you are," said the producer happily. I gulped several times and took a big shot of cachaca, or cane brandy, to steady the nerves and we marched into the presidential office.
In fact it could not have gone better. We left the president, thanking him profusely. "Obrigado", we said, "Obrigado".
Some notions of Portuguese are also, of course, a help in everyday situations in Brazil.
The biggest group of visitors come from Argentina and few Argentines bother trying to speak Portuguese.
So when a foreigner does make the attempt, that person starts off with a bonus point or two in Rio or Sao Paulo.
East Timor
But the time when Portuguese was most useful to me was in East Timor, the former Portuguese colony which had been invaded in 1975 by its giant neighbour Indonesia.
The Indonesians virtually outlawed the language and banned it in schools. The resistance fought back from Timor's jungle-covered mountains.
But despite years of occupation by massive numbers of Indonesian troops and colonists, the Timorese stuck to their language.
Consequently, if a Westerner even just greeted a Timorese with a "bom dia" (good day), he identified himself as a friend. Timorese eyes lit up at the sound of a "bom dia".
In Portuguese, Timorese guerrillas related horrible details of the Indonesians' terror tactics.
But I do have one big confession to make. I am happy to chat with Angolan waiters or Brazilian politicians or Timorese freedom fighters, but I am dead scared in Lisbon.
The Portuguese have the terrible practice of swallowing most of their consonants and some of their vowels, and that presents dreadful problems.
So I have just two words for the kind Portuguese from Lisbon to the Algarve who understand - or who at least say they understand - what I am trying to say in their language: "Muito obrigado!" (I am much obliged to you).
As Portugal agrees to standardise its language - spoken by eight far-flung countries around the world - Hugh O'Shaughnessy muses on the benefits of knowing a little of the "lingua portuguesa". It was the nicest thing any stranger said to me that year. I had been in a small hotel in Luanda, the depressed and chaotic capital of Angola, for a week.
I was trying to make sense of a complicated country bursting with oil and paralysed by corruption.
On my last morning I told the waiter - who had been serving me breakfast and with whom I had always passed the time of day - that I was about to fly off.
He asked quietly: "O senhor e brasileiro, ne?" (You're Brazilian, aren't you?)
We had never had a long conversation, so he had not realised the enormous gaps in my Portuguese vocabulary and grammar.
But I did have enough of the language and enough of a Brazilian accent to have given him one clear impression, albeit a rather inaccurate one. I went off to the airport very contented.
Diamonds
Some 230m Portuguese speakers are spattered round the globe. Some live in former colonies with tiny populations: Cape Verde in the Atlantic, Sao Tome and Principe in the waters off Nigeria, and Timor in the Far East.
Angola and Mozambique in Southern Africa are a bit bigger than these but Portugal itself has little more than 10m inhabitants.
The bulk of Portuguese speakers - nearly 200m of them - live in South America.
Brazil was a colony of Portugal for centuries and it brought immense prosperity to the motherland.
In the 1730s, King John V in Lisbon ordered the Brazilians to stop sending him diamonds. The flood of gemstones was positively ruining the market. "Enough, enough, enough," he wailed piteously.
Unsurprisingly today, it is the Brazilians, long free of colonial shackles, who have got the weight in the Portuguese-speaking world.
Interviewing presidents
As the eight independent governments which form the Community of Portuguese-speaking Countries try to agree on rules for a more uniform language, it is the South Americans who are making themselves heard.
They have persuaded their European cousins to reform their spelling and adopt letters "k", "w" and "y" which Lisbon says do not exist in correct Portuguese. For their part, many in Portugal are baulking a little.
I am just glad I spent time at university learning a smattering of the language of a country which had always fascinated me. I soon found, for instance, that the Portuguese word "puxe" - pronounced "push" - means "pull".
Portuguese has brought dividends to me as a journalist. There would not have been that chat with Lula - a trade union leader in Sao Paulo then, leader of Brazil today - had I not had some notion of his language.
Then there was the time when we were working on a BBC documentary in Brasilia.
The word came down that President Itamar Franco - who, like Lula, had no English - would do an interview but only on condition it was in Portuguese.
"There you are," said the producer happily. I gulped several times and took a big shot of cachaca, or cane brandy, to steady the nerves and we marched into the presidential office.
In fact it could not have gone better. We left the president, thanking him profusely. "Obrigado", we said, "Obrigado".
Some notions of Portuguese are also, of course, a help in everyday situations in Brazil.
The biggest group of visitors come from Argentina and few Argentines bother trying to speak Portuguese.
So when a foreigner does make the attempt, that person starts off with a bonus point or two in Rio or Sao Paulo.
East Timor
But the time when Portuguese was most useful to me was in East Timor, the former Portuguese colony which had been invaded in 1975 by its giant neighbour Indonesia.
The Indonesians virtually outlawed the language and banned it in schools. The resistance fought back from Timor's jungle-covered mountains.
But despite years of occupation by massive numbers of Indonesian troops and colonists, the Timorese stuck to their language.
Consequently, if a Westerner even just greeted a Timorese with a "bom dia" (good day), he identified himself as a friend. Timorese eyes lit up at the sound of a "bom dia".
In Portuguese, Timorese guerrillas related horrible details of the Indonesians' terror tactics.
But I do have one big confession to make. I am happy to chat with Angolan waiters or Brazilian politicians or Timorese freedom fighters, but I am dead scared in Lisbon.
The Portuguese have the terrible practice of swallowing most of their consonants and some of their vowels, and that presents dreadful problems.
So I have just two words for the kind Portuguese from Lisbon to the Algarve who understand - or who at least say they understand - what I am trying to say in their language: "Muito obrigado!" (I am much obliged to you).
Monday, May 19, 2008
Diversidade cultural
Meditação profunda sobre a diversidade que faz a riqueza da Europa. E, como sugere quem mo enviou, para sabermos de que povo descendem os portugueses! (sic)
http://tcc.itc.it/people/rocchi/fun/europe.html
http://tcc.itc.it/people/rocchi/fun/europe.html
Friday, May 09, 2008
Tradução & Paratradução
Um novo blogue acaba de aparecer, dedicado ao fenómeno da Paratradução:
http://paratranselation.blogspot.com/
http://paratranselation.blogspot.com/
Monday, May 05, 2008
A história das coisas
Um vídeo actual, para um tema actual.
http://video.google.com/videoplay?docid=-3412294239230716755&hl=en
http://video.google.com/videoplay?docid=-3412294239230716755&hl=en
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