Friday, January 30, 2009

Mais uma boa notícia

Afinal, não somos apenas um país de marinheiros.

Também damos novas línguas ao mundo.

Uma nova vaga de «jovens tradutores» será convidada a visitar Bruxelas em Abril para receber das mãos do Comissário Europeu do multilinguismo, Leonard Orban, um prémio para a melhor tradução. Os nomes dos 27 vencedores do concurso «Juvenes Translatores» realizado pela Comissão Europeia foram hoje divulgados no sítio Internet do concurso, juntamente com as traduções vencedoras. O vencedor em Portugal foi Luís Filipe Machado Costa, aluno do Colégio Nossa Senhora da Assunção, na Anadia.

Concurso de tradução Juvenes Translatores: sítio Internet

http://ec.europa.eu/translation/contest/index_pt.htm

Mapa com as cidades dos vencedores:

http://ec.europa.eu/translation/contest/press_pt.htm

Direcção-Geral da Tradução:

http://ec.europa.eu/dgs/translation/index_en.htm

Línguas na UE:

http://europa.eu/languages/pt/home

Friday, January 23, 2009

Qual Ronaldo, qual carapuça

Este sim, é o verdadeiro artista



Sunday, January 11, 2009

O ridículo do politicamente correcto (parte 2)

E não é que a coisa se propaga...

Agora é em terras de Sua Majestade...

"Don’t use the S-word. This is a place of learning, not a school
Critics condemn show of ‘political correctness’"

Artigo publicado no "The Times", de 3 de Janeiro do corrente, aqui.

Pessoa(l) e transmissível


Arquivo (parcial, é claro) de Fernando Pessoa disponível aqui.

Monday, December 29, 2008

Feliz Natal

"Un petit rien" para os meus leitores, família e amigos...

Sunday, November 23, 2008

Para os fâs dos Monty Python (e não só)

Uma boa notícia, sem dúvida.
Até porque, hoje em dia, e infelizmente, cultura e humor inteligente parecem que "mordem".... e depois a "jumentude" (como dizia um amigo meu) está cada vez mais cinzenta, fugindo destas coisas "como o diabo da cruz". Já nem os "Gatos" nos salvam.

Saturday, November 15, 2008

A day in the life of an interpreter

Um documento bastante útil e de grande valor para quem quer saber o que é tradução e interpretação.

Friday, November 14, 2008

O meu problema de expressão

Para parar de dizer que a Língua Portuguesa é complicada, leia em voz alta:

Três bruxas olham para três relógios Swatch. Qual bruxa olha para qual relógio Swatch?

E agora em Inglês:

Three witches watch three Swatch watches. Which witch watch which Swatch watch.

Foi fácil? Então agora para os especialistas:

Três bruxas suecas e transsexuais olham para os botões de três relógios Swatch suíços. Qual bruxa sueca transsexual olha para qual botão de qual relógio Swatch suíço?

E agora em Inglês:

Three Swedish switched witches watch three Swiss Swatch watch switches. Which Swedish switched witch watch which Swiss Swatch watch witch?

Conseguiu?

Não? Então pronto. Pare de dizer que a Língua Portuguesa é complicada!

Wednesday, November 05, 2008

A NOVA LÍNGUA PORTUGUESA

Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar aos pretos 'afro-americanos', com vista a acabar com as raças por via gramatical - isto tem sido um fartote pegado!

As criadas dos anos 70 passaram a 'empregadas domésticas' e preparam-se agora para receber menção de 'auxiliares de apoio doméstico' .

De igual modo, extinguiram-se nas escolas os 'contínuos 'passaram todos a 'auxiliares da acção educativa'.

Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por 'delegados de informação médica'.


E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em 'técnicos de vendas'.

O aborto eufemizou-se em 'interrupção voluntária da gravidez';

Os gangs étnicos são 'grupos de jovens'

Os operários fizeram-se de repente 'colaboradores';


As fábricas, essas, vistas de dentro são 'unidades produtivas'e vistas da estranja são 'centros de decisão nacionais'.

O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à 'iliteracia' galopante.

Desapareceram dos comboios as 1.ª e 2.ª classes, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes 'Conforto' e 'Turística'.

A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.

Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um 'comportamento disfuncional hiperactivo'

Do mesmo modo, e para felicidade dos 'encarregados de educação' , os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, 'crianças de desenvolvimento instável'.



Ainda há cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado 'invisual'. (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o 'politicamente correcto' marimba-se para as regras gramaticais...)


As putas passaram a ser 'senhoras de alterne'.

Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em 'implementações', 'posturas pró-activas', 'políticas fracturantes' e outros barbarismos da linguagem.



E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico.

Estamos lixados com este 'novo português'; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress. Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma 'politicamente correcta'.



E na linha do modernismo linguístico, como se chama uma mulher que tenta destruir a educação em Portugal?

Ministra !
Antigamente, quando havia democracia, chamava-se Ex-ministra.

Thursday, October 16, 2008

WordChamp - recurso para aprender línguas

O WordChamp é um website especializado em recursos para professores e alunos de línguas estrangeiras que lançou recentemente uma ferramenta que permite a leitura de websites estrangeiros sem ajuda de um dicionário tradicional. Primeiro, o leitor escolhe o site que deseja ler, por exemplo o jornal The Times. Em seguida, o leitor passa o cursor em cima das palavras que não conhece e o programa mostra uma janela pop-up com as definições. Além disso, é possível ouvir a pronúncia correta da palavra. A ferramenta é fácil de usar e está disponível em várias línguas. Para aceder, clique aqui.

Wednesday, October 08, 2008

'O POLIGROTA'

*É verdade matemática que ninguém pódi negá, **
que essa história de gramática só serve pra atrapaiá.
Inda vem língua estrangêra ajudá a compricá.
Meió nóis cabá cum isso pra todos podê falá.

Na Ingraterra ouví dizê que um pé de sapato é xu.
Desde logo já se vê, dois pé deve sê xuxu.
Xuxu pra nóis é um legume que cresce sorto no mato.
Os ingrêis lá que se arrume, mas nóis num come sapato.

Na Itália dizem até, eu não sei por que razão,
que como mantêga é burro, se passa burro no pão.
Desse jeito pra mim chega, sarve a vida no sertão,
onde mantêga é mantêga, burro é burro e pão é pão.

Na Argentina, veja ocêis, um saco é um paletó.
Se o gringo toma chuva tem que pô o saco no sór.
E se acaso o dito encóie, a muié diz o pió:
''Teu saco ficô piqueno, vê se arranja ôtro maió'...

Na América corpo é bódi. Veja que bódi vai dá.
Conheci uma americana doida pro bódi emprestá.
Fiquei meio atrapaiado e disse pra me escapá:
Ói, moça, eu não sou cabra, chega seu bódi pra lá!

Na Alemanha tudo é bundes. Bundesliga, bundesbão.
Muita bundes só confunde, disnorteia o coração.
Alemão qué inventá o que Deus criou primêro.
É pecado espaiá o que tem lugar certêro.

No Chile cueca é dança de balançá e rodá.
Lá se dança e baila cueca inté a noite acabá.
Mas se um dia um chileno vié pro Brasir dançá,
que tente mostrá a cueca pra vê onde vai pará.

Uma gravata isquisita um certo francês me deu.
Perguntei, onde se bota? E o danado respondeu.
Eu sou home confirmado, acho que num entendeu,
Seu francês mar educado, bota a gravata no seu!

Pra terminar eu confirmo, tem que se tê posição.
Ô nóis fala a nossa língua, ô num fala nada não.
O que num pode é um povo fazê papér de idiota,
dizendo tudo que é novo só pra falá poligrota... *




* (Autor desconhecido)*

Pontapés na gramática

Porta-aviões ao fundo!


Friday, September 12, 2008

Thursday, September 11, 2008

Il dolce far niente




Italian call to use less English

Italians are quite used to feeling "lo stress", looking forward to "il weekend" or trying to look "cool".
But now an influential cultural institute has asked Italians to protect the language and reject "Anglitaliano".
The Dante Alighieri Society asked people for examples of over-used foreign words and "il weekend" emerged as the worst offender.
The society said the results showed that Italians want their language to receive more respect.
For four months, the society asked visitors to its website, 70% of whom were Italians, for inappropriate examples of foreign words being used in everyday Italian, either written or spoken.
People think it's chic to use English words, but I don't like it at all Maria, travel agent
"Who would have thought it - Italians protesting against 'il weekend'," said the institute, the Italian version of the French language protection body the Academie Francaise
The least popular word was found to be "weekend", receiving 11% of the votes.
"Too short? No, just not Italian enough," the society adds.
They said it was pointless to use an English word, however elegant, when the Italian expression "fine settimana" means exactly the same thing.

'More respect'
The second least popular word was "OK", which respondents to the survey thought was too informal and unprofessional.

LEAST POPULAR ENGLISH WORDS
weekend 11%
OK 10%
welfare 8%
briefing 5%
mission 4%
location, bookshop, devolution 3%
computer, know-how, privacy, shopping 2%

Several unpopular terms came from business and politics, with "briefing" gaining 5% of the vote, "mission" 4% and "devolution" 3%.
"It is clear that the Italians are asking for more respect and more protection for their language," says the society.
Italians, however, are divided on whether they want to throw out English terms in favour of flawless Italian.
Alessandra, a secretary at a travel agency in Rome, said she thought the change was a product of globalisation.
"I don't think it matters if we use English words," she told the UK's Telegraph newspaper.
"Often it's faster, like using 'il weekend' instead of 'fine settimana'."
However her boss Maria disagreed, saying she would prefer to speak either Italian or English, not a mixture.
"People think it's chic to use English words, but I don't like it at all. It's important to keep language clean," she said.
The society conducted the survey as part of its campaign to ensure Italian remains a key language in the workings of the EU.

Story from BBC NEWS:
http://news.bbc.co.uk/go/pr/fr/-/1/hi/world/europe/7608860.stm

Published: 2008/09/10 16:36:38 GMT© BBC MMVIII

Friday, August 15, 2008

O Império (Googliano) contra-ataca

Google Translate

http://www.globalwatchtower.com/2008/08/08/google-translation-center/

Apertium - Mais uma maluqueira automática

http://www.apertium.org/?lang=en

Apertium uses a shallow-transfer machine translation engine which processes the input text in stages, as in an assembly line: de-formatting, morphological analysis, part-of-speech disambiguation, shallow structural transfer, lexical transfer, morphological generation, and re-formatting.

Small is beautiful

The Royal We: Why Small is the New Big

Falemos de empreendedorismo, portanto, algo que vai faltando a muitos tradutores.
Um artigo que nos fala de novos valores estratégicos.

Saturday, August 02, 2008

Socorro, navio à deriva!

Was Henry VIII's Mary Rose lost in translation?

By Peter Griffiths
LONDON, Aug 1 (Reuters) - The Mary Rose, pride of Henry VIII's fleet, may have sunk because of poor communication between its English officers and foreign crew members, researchers said on Friday.
The sinking of the 16th century warship is one of the biggest puzzles of British naval history, with many theories put forward to explain its sudden loss during a battle with French invaders in July 1545.
One leading theory says it sank after it dipped its side low in the water during a tight turn, allowing water to flood in through unsecured gun ports.
Now researchers have come up with a new explanation for the failure to close the covers: there was a crucial delay between the order being given by English-speaking officers and it being understood by foreign crew members.
New forensic tests on the teeth of 18 crewmen suggest up to 60 percent of the crew may not have been British. They were more likely to have come from warmer parts of southern Europe.
The research also uncovered an account in Henry's state papers of how 600 captured Spanish soldiers had sought refuge in England after their boats were caught in a storm six months before the Mary Rose sank.
The men were pressed into military service for Britain, possibly in the navy, while sailors from mainland Europe were also recruited to help ease a shortage of crew.
Researchers will argue in a documentary on Five that some of these men could have ended up on the Mary Rose.
'It looks like the Mary Rose was a ship lost in translation,' a Five spokesman said. 'In the heat of battle, at a moment when the ship was attempting to make a quick manoeuvre, the order to close the gun port lids may not have been understood.'
The Tudor warship, said to have been Henry's favourite, was one of the first capable of firing a broadside and had holes cut along the side for its heavy guns.
Many historians believe that a sudden rush of water through these holes fatally destabilised the ship, sending it to the bottom of the Solent off the south coast of England.
It lay on the seabed for more than 400 years before it was raised in a delicate salvage operation in 1982. Now housed in a museum in Portsmouth, it is the only 16th century warship on display anywhere in the world.
* The research will feature in 'The Ghosts of the Mary Rose:
Revealed', a documentary on Five on Aug. 5. (Editing by Steve Addison)

Sunday, July 27, 2008

From Manchester with love...

Saudades do Mancuniam spirit de 80